A Fundação Ariel Glaser está focada na luta contra o VIH e a SIDA em vários distritos de Cabo Delgado.
O grupo de funcionários suspensos, que se tem reunido nas instalações da organização na capital provincial, Pemba, alega que houve irregularidades no processo conduzido pelos gestores de recursos humanos.
“A suspensão dos contratos ocorreu de forma pouco clara e sem respeito pela legislação laboral. Estamos aqui para reivindicar os nossos direitos, porque os nossos contratos foram cancelados numa altura em que estávamos apenas suspensos, e não entendemos as razões desta decisão”, disse uma fonte, citada pelo boletim independente “Carta de Moçambique”.
Os trabalhadores acusam ainda o gestor de recursos humanos de não cumprir a promessa de pagamento dos salários devidos referentes a março.
“Os trabalhadores esperam receber uma indemnização, à semelhança do que ocorre em situações de despedimento iniciado pelo empregador. Existem irregularidades no processo administrativo de resolução dos contratos”, afirmou uma das funcionárias, Noémia José.
Acrescentou que as cartas de notificação aos trabalhadores indicam que a rescisão dos contratos está prevista para 10 de Maio, “mas os trabalhadores estão a ser pressionados a abandonar os seus cargos antes dessa data, sem garantias de pagamento dos salários de Março e Abril”.
A direção da Fundação ainda não se pronunciou sobre o assunto. No entanto, a organização já tinha anunciado o fim das suas actividades em Cabo Delgado.
(MIRAR)
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