Segundo o ministro, que falava terça-feira, em Maputo, na cerimónia que assinala o 15º aniversário da Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), o censo da vida selvagem do país, realizado em 2025, mostra uma evolução significativa das populações de vida selvagem, após vários anos de declínio.
“A população de elefantes está estimada em cerca de 21.700 animais, o dobro do número registado em 2018. A tendência anterior era uma redução acentuada da população de elefantes, que caiu de mais de 20.000 animais em 2008 para aproximadamente 10.800 em 2014 e 9.114 em 2018”, disse.
A inversão desta tendência, explicou, resulta do reforço das medidas de monitorização e combate à caça furtiva, do envolvimento das comunidades locais na conservação, dos programas de reintrodução da vida selvagem e da partilha de benefícios associados às áreas de conservação.
O ministro, citando dados do censo, além dos elefantes, outras espécies de grande e médio porte, como búfalos, zebras e hipopótamos, também mostram sinais de crescimento ou estabilidade populacional.
“Houve também uma redução significativa no número de carcaças de elefantes, o que indica uma diminuição da caça furtiva. Este resultado demonstra o impacto positivo da cooperação entre o governo, os parceiros de cooperação, o sector privado, os co-gestores das áreas de conservação e as comunidades locais”, afirmou.
Segundo Albino, pela primeira vez, o sul de Moçambique tem uma maior concentração de elefantes do que as regiões centro e norte, influenciadas por áreas de conservação transfronteiriças.
Contudo, alertou que os dados da região norte do país podem estar subestimados devido à exclusão de algumas áreas do censo por razões de segurança.
“Apesar da recuperação da fauna, o governo alerta para a crescente pressão humana sobre as áreas de conservação, incluindo a expansão de assentamentos, exploração madeireira ilegal e mineração, fatores que continuam a degradar os habitats naturais”, disse.
No mesmo evento, o governo anunciou a intenção de avançar com um programa de extracção controlada de vida selvagem no sul do Parque Nacional de Maputo com o objectivo de prevenir desequilíbrios ecológicos associados ao excesso de animais em determinadas áreas.
O programa será implementado em duas fases, começando com um projecto piloto sobre gestão ecológica, seguido por uma fase de exploração económica como parte da economia da vida selvagem.
(MIRAR)
SNN/Am/




