
Violência xenófoba na África do Sul obriga mais 65 moçambicanos a regressar ao país
Autoridades mantêm operação de assistência e repatriamento enquanto aumenta o número de compatriotas afectados pelas perseguições contra imigrantes
Pelo menos 65 cidadãos moçambicanos deverão regressar ao país ainda este sábado, no âmbito da operação de assistência e repatriamento desencadeada pelo Governo, na sequência da nova vaga de violência e intimidação contra imigrantes em várias províncias da África do Sul.
Segundo um comunicado do Gabinete de Informação (GABINFO), entre os cidadãos que regressam encontram-se 14 moçambicanos provenientes de Witbank, na província sul-africana de Mpumalanga, integrando um esforço contínuo das autoridades para garantir a segurança dos compatriotas afectados.
Alto Comissariado continua a acolher cidadãos em Pretória
O comunicado refere que, na província de Gauteng, cidadãos moçambicanos continuam a procurar refúgio nas instalações do Alto Comissariado de Moçambique em Pretória, depois de abandonarem Joanesburgo, Pretória e outras localidades devido ao agravamento das acções de perseguição contra imigrantes.
As autoridades moçambicanas mantêm o acompanhamento permanente da situação e asseguram apoio humanitário aos cidadãos acolhidos.
Mãe que deu à luz no Alto Comissariado recebe alta
Entre os casos acompanhados pelas autoridades está o da cidadã moçambicana que deu à luz nas instalações do Alto Comissariado, no passado dia 1 de Julho.
Segundo o GABINFO, a mãe recebeu alta hospitalar e encontra-se em boas condições de saúde, juntamente com o recém-nascido.
“O Alto Comissariado continua a acompanhar o caso e prestou a assistência necessária à mãe e ao bebé.”
Mais moçambicanos querem abandonar a África do Sul
Na Cidade do Cabo, as autoridades locais comunicaram à Missão Consular de Moçambique a existência de 48 cidadãos moçambicanos, incluindo quatro crianças, que manifestaram intenção de regressar ao país devido ao ambiente de insegurança.
O Governo alerta ainda que continuam a surgir relatos de compatriotas em situação de vulnerabilidade, muitos dos quais perderam as suas habitações ou foram afastados dos respectivos locais de trabalho em consequência das perseguições e das operações de fiscalização migratória levadas a cabo pelas autoridades sul-africanas.
Moçambique mantém assistência consular
Perante o agravamento da situação, as missões diplomáticas e consulares de Moçambique na África do Sul garantem que continuam a prestar assistência e protecção consular aos cidadãos afectados, ao mesmo tempo que acompanham a evolução dos acontecimentos nas diferentes províncias sul-africanas.
A nova vaga de violência anti-imigrantes reacende preocupações sobre a segurança das comunidades estrangeiras residentes na África do Sul, onde milhares de moçambicanos vivem e trabalham há várias décadas.
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