
Ferroviário de Nacala pede desculpas após tumultos e condena violência no futebol
A direcção do Clube Ferroviário de Nacala apresentou um pedido formal de desculpas na sequência dos tumultos registados no seu recinto desportivo, durante uma partida marcada por protestos de adeptos contra decisões da equipa de arbitragem.
Num comunicado emitido esta terça-feira, a direcção do clube manifestou o seu repúdio pelos actos de violência e condenou comportamentos que possam colocar em risco a segurança dos intervenientes no espectáculo desportivo.
Durante a partida, o jogo sofreu duas interrupções. A primeira durou cerca de cinco minutos, ainda na primeira parte, enquanto a segunda ultrapassou 20 minutos, já na etapa complementar.
Segundo o comunicado, as interrupções ocorreram na sequência do arremesso de pedras para o interior do campo por adeptos do Ferroviário de Nacala, que protestavam contra o desempenho da equipa de arbitragem.
Clube promete reforçar vigilância
Perante os acontecimentos, a direcção do Ferroviário de Nacala reafirmou a necessidade de preservar a segurança, a disciplina e o respeito pelas regras do futebol.
Na nota de esclarecimento, o clube declarou que “não pode aceitar nem compactuar com qualquer atitude que coloque em causa a segurança, o respeito à disciplina e os princípios de fair play que devem orientar todos os intervenientes no desporto”.
Além disso, a direcção assegurou que pretende reforçar a vigilância para evitar a repetição de situações semelhantes.
O clube condenou, igualmente, actos de desordem e comportamentos de desrespeito pelas autoridades desportivas.
Baía de Pemba pede anulação de jogo
Entretanto, outro caso envolvendo decisões de arbitragem está a gerar contestação no futebol da região Norte.
O Baía de Pemba apresentou uma nota oficial sobre o jogo disputado contra o Machaquene, no dia 15 de Agosto, solicitando formalmente a anulação da partida.
Em causa está uma decisão relacionada com um golo marcado pela equipa de Pemba, que terá sido inicialmente validado e, posteriormente, anulado pela equipa de arbitragem chefiada por Nelson Valdes.
O clube considera que os acontecimentos registados durante a partida interferiram directamente no resultado final e, por isso, defende a anulação do encontro.
No documento apresentado, o Baía de Pemba afirma que a sua pretensão “não é por privilégios mas sim por verdade desportiva”.
Deste modo, os dois casos colocam novamente em evidência a relação entre decisões de arbitragem, comportamento dos adeptos e necessidade de preservação da disciplina nas competições de futebol.
Enquanto o Ferroviário de Nacala procura demarcar-se dos actos de violência ocorridos no seu recinto, o Baía de Pemba contesta uma decisão de arbitragem e solicita a intervenção das entidades competentes para a apreciação do resultado da partida.
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