O Instituto Nacional de Saúde (INS) capacitou, ontem (13), em Maputo, 24 jornalistas de diferentes órgãos de comunicação social, numa iniciativa destinada a reforçar as competências dos profissionais na cobertura, interpretação e divulgação de informação científica na área da saúde.
Durante a formação, o Director de Formação e Comunicação em Saúde do INS, Rufino Gujamo, defendeu que a educação científica constitui uma ferramenta essencial para responder aos principais desafios de saúde pública no país.
Segundo Gujamo, muitos dos problemas de saúde pública enfrentados em Moçambique estão directamente ligados à necessidade de melhorar o conhecimento científico da população. Apontou, entre outros desafios, o aumento de doenças crónicas, como hipertensão e diabetes, e a persistência de doenças infecciosas.
O responsável apelou ainda aos jornalistas para que atribuam maior atenção à investigação científica produzida em Moçambique. Criticou a tendência de privilegiar estudos estrangeiros, apesar da existência de evidências nacionais sobre problemas como malária, cólera e disenteria.
A capacitação abordou igualmente técnicas de apuração e verificação de informação, consulta e avaliação de fontes, bem como o uso responsável da inteligência artificial no exercício do jornalismo.
No encerramento, a formadora Marina Ramalho, do Programa de Pós-Graduação em Divulgação da Ciência, Tecnologia e Saúde da Fiocruz, destacou a necessidade de preparar os jornalistas para transformar informação científica em conteúdos relevantes e próximos das preocupações da sociedade.
Ramalho defendeu que a formação deve contribuir para melhorar a capacidade dos profissionais de encontrar, avaliar, verificar e produzir matérias sobre ciência e saúde que respondam aos interesses sociais.
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