Central eléctrica de Mecufi começará a funcionar em…

Maputo, 25 Mai (AIM) – A empresa italiana de engenharia Renco anunciou que a central solar de 20 megawatts, no distrito de Mecufi, província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, poderá estar operacional até Dezembro de 2026.

Segundo Pier Evangelista, director da Renco em Moçambique, entrevistado pela AIM, a empresa está a dar um passo no sentido de fortalecer o acesso à electricidade no distrito de Mecufe, em parceria com a empresa pública de electricidade do país, a EDM.

O projecto, considerado um dos ambiciosos investimentos privados actualmente em curso no sector energético a nível provincial, está a ser desenvolvido pela Renco, em parceria com investidores privados nacionais e a EDM.

“O projecto vai permitir injectar energia limpa na rede eléctrica nacional e melhorar a segurança energética da região norte do país. É um projecto que esperamos terminar até Dezembro de 2026 e que vai colocar cerca de 20 megawatts de energia na rede nacional”, disse.

A infra-estrutura, orçada em 30 milhões de euros (34,8 milhões de dólares ao câmbio actual), surge num momento em que Moçambique procura diversificar as suas fontes de produção de energia e reduzir a sua dependência dos combustíveis fósseis, investindo cada vez mais em energias renováveis.

Segundo Evangelista, o financiamento do projecto está a ser assegurado através de um modelo de Project Financing, que envolve a participação directa da Renco e o apoio de um banco multilateral, demonstrando a confiança internacional no potencial energético do país.

Além do impacto no fornecimento de energia, a central solar de Mecufi também está a gerar efeitos positivos no panorama económico e social da província.

Atualmente, estão envolvidos na construção da infraestrutura cerca de 130 trabalhadores diretos, beneficiando de formação prática e especializada na montagem de centrais solares.

Evangelista disse ainda que o projecto representa uma oportunidade para o desenvolvimento de competências técnicas numa área que poderá moldar o futuro energético de Moçambique. “Os trabalhadores vão ganhar uma experiência importante na construção de centrais solares, que esperamos que sejam o futuro do país”, afirmou.

Embora parte do quadro de pessoal seja reduzido após a conclusão das obras, Evangelista garantiu que uma parcela significativa dos trabalhadores permanecerá vinculada ao projecto, sobretudo nas áreas de operação e manutenção da fábrica.

(MIRAR)
Computador/Am/

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