A viatura foi intercetada na segunda-feira, quando agentes policiais realizavam uma inspeção de rotina no bairro Malhampsene. Durante a inspeção, as autoridades encontraram várias placas sul-africanas dentro do caminhão.
Segundo o responsável, o veículo foi intercetado durante uma inspeção de rotina no bairro Malhampsene, sul de Moçambique.
Segundo a porta-voz da Polícia, Carminha Leite, em declarações aos jornalistas, o motorista alegou que transportava o combustível para Ressano Garcia, na fronteira entre Moçambique e a África do Sul. O motorista foi detido e seu veículo foi apreendido para futuras investigações.
O porta-voz disse ainda que a operação exigiu a mobilização de agentes do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) e do Serviço Nacional de Migrações “para avaliar a legalidade da carga e da operação associada ao transporte do combustível”.
“A polícia está trabalhando para localizar o dono do caminhão, bem como o dono da empresa, para futuras investigações”, disse ela.
Este caso ocorre num momento em que o governo, através da Entidade Reguladora de Energia do país (ARENE), acaba de decidir aumentar o preço dos principais combustíveis líquidos em até 45,5 por cento.
Durante várias semanas, o país enfrentou dificuldades no abastecimento de combustíveis, com postos encerrados e filas generalizadas, bem como limites na compra de gasóleo ou gasolina e redução na oferta de transportes. No entanto, nos últimos dias, parece que a situação está controlada, embora alguns postos de abastecimento ainda enfrentem escassez de combustível.
Recentemente, o governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, disse que a escassez de combustíveis, que provocou longas filas de veículos nos postos de abastecimento de Maputo e outras cidades, está também relacionada com a falência dos distribuidores de combustíveis e a escassez de divisas, nomeadamente de dólares norte-americanos.
Em circunstâncias normais, os distribuidores de combustíveis utilizam garantias bancárias, denominadas em dólares norte-americanos, para pagar o combustível que encomendam nos portos. Alguns distribuidores não conseguem adquirir estas garantias dos bancos comerciais.
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