De acordo com o relatório e contas anuais do banco, este resultado foi impactado pela exposição do banco à dívida pública. No entanto, “o banco manteve a sua posição de liderança no sistema bancário nacional, servindo cerca de 2,5 milhões de clientes em 2025”.
“O lucro líquido foi impactado por fatores não recorrentes, nomeadamente pelo aumento das imparidades para exposições à dívida pública em resposta ao agravamento do risco soberano, bem como pelos custos extraordinários associados aos processos de reembolso de comissões, mantendo-se, no entanto, num nível sólido”, lê-se no documento.
O banco tinha anunciado que os seus lucros caíram 26,18 por cento em 2024, para 6,039 mil milhões de meticais, o que compara com o recorde de 8,181 mil milhões de meticais registado em 2023.
O documento aponta ainda que o activo total do banco cresceu 3,96 por cento para 240 527 milhões de meticais, incluindo 72 269 milhões de meticais em empréstimos brutos a clientes, menos 7,59 por cento face a 2024, e 191 689 milhões de meticais em depósitos de clientes, um aumento de 4,47 por cento.
Em termos de quota de mercado, o BCI lidera em depósitos (24,32 por cento do total do sector bancário), crédito (24,64 por cento) e activos (21,96 por cento), terminando 2025 com 211 balcões e 2.702 colaboradores.
“A sua presença continua a ser a mais extensa e de maior alcance no sistema financeiro. Os indicadores de 2025 reflectem uma relação de confiança consistentemente construída ao longo do tempo através de uma presença próxima e de um serviço orientado para as reais necessidades dos moçambicanos”, lê-se no relatório.
O BCI tem um capital social de 10 mil milhões de meticais, com uma estrutura accionista liderada pela Caixa Participações, do grupo CGD, que detém 51 por cento. O banco português BPI detém 35,67 por cento, enquanto a CGD detém diretamente 10,51 por cento, entre outros acionistas.
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