Governador troca comando da Casa Civil e nomeia Flávio Willeman no RJ | G1


Atualmente, Flávio de Araújo Willeman ocupa o cargo de vice-presidente Geral do Flamengo.

Flávio Willeman acumula experiência consolidada na área jurídica, atuando tanto no setor público quanto no privado. Ele integra um Procuradoria-Geral do Estado há mais de duas décadas e já ocupou o cargo de vice-presidente jurídico do Flamengo entre 2013 e 2019.

Willeman também atuou como desembargador eleitoral no Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) entre 2014 e 2016.

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Segundo os atos publicados no Diário Oficial do Rio de Janeiro, Willeman assume a Casa Civil sem deixar suas funções na Procuradoria-Geral do Estado. Já Simões, que ocupava a carga desde o fim da gestão anterior, foi deslocado para o gabinete do governador, mantendo o status de secretário.

A troca na Casa Civil ocorre em meio a uma série de mudanças promovidas por Couto desde que assumiu internamente o governo do estado.

A Casa Civil é considerada uma das pastas mais estratégicas da administração estadual, responsável pela coordenação política, articulação entre secretarias e gestão de decisões administrativas do governo.

Simões e os “superpoderes”

Com a medida, o chefe da Casa Civil passou a poder, por exemplo, nomear e exonerar cargas comissionadas, alterar estruturas administrativas e realizar atos de gestão orçamentária — funções tradicionalmente ligadas ao próprio governador.

A ampliação desses poderes gerou ocorrência política e foi questionada na Justiça. Dias depois, o Tribunal de Justiça do Rio suspendeu os efeitos do decreto, ao entender que as mudanças poderiam ser competências extrapolares constitucionais do chefe do Executivo.

Mesmo com a perda dessas atribuições ampliadas, Simões pediu no cargo até a mudança promovida agora pelo governo interino, que reorganiza o núcleo de poder do Palácio Guanabara.

Outras mudanças no governo

Rodrigo Abel foi considerado um dos principais articuladores do governo e atuava ao lado de nomes como Nicola Miccione e Rodrigo Bacellar.

Palácio Guanabara, Rio de Janeiro — Foto: GloboNews/Reprodução

Para o lugar de Cardoso, foi nomeado o procurador do estado Felipe Derbli de Carvalho Batista. O Rioprevidência é responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões de cerca de 235 mil servidores e dependentes no estado.

As aplicações investigadas foram realizadas no fim do ano passado, quando Cardoso ocupava o cargo de diretor de investimentos do fundo. Segundo os órgãos de controle, o credenciamento prévio das instituições financeiras é uma exigência para evitar riscos como fraudes e prejuízos aos cofres públicos.

A medida foi anunciada no mesmo dia em que Couto determinou um “choque de transparência” na administração estadual, com a exigência de que secretarias e autarquias informem, em até 15 dias, todos os contratos em vigor, valores, prazos e quadro de servidores, medida que deve permitir uma revisão detalhada das despesas públicas.

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