No centro de Maputo, muitos postos de abastecimento não tinham combustível e longas filas de veículos formavam-se naqueles que ainda tinham alguns litros de gasolina ou gasóleo para vender.
Os ânimos se exaltaram e houve casos, captados pelas câmeras, em que quase eclodiram brigas entre motoristas por causa de tentativas de furar a fila.
O porta-voz do Governo e Ministro do Desenvolvimento, Salim Vala, disse aos jornalistas após uma reunião do Conselho de Ministros (Gabinete) “Estamos numa situação de crise. É uma crise global e o que podemos dizer neste momento é que nos últimos dias tem havido uma corrida para obter combustível”.
Mas a única mensagem que conseguiu trazer foi “vamos esperar. O governo está a acompanhar estas situações de pressão no abastecimento de combustível”.
Vala afirmou que a situação estava “sob controle”, mas os motoristas que passaram horas na fila por alguns litros de combustível podem não ter concordado.
Admitiu que era impossível dizer quando a crise seria resolvida porque questões como a guerra travada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, e o subsequente encerramento do estreito de Ormuz, estavam fora do controlo de Moçambique.
Vala observou que vários outros países da África Austral aumentaram os preços dos combustíveis. Admitiu que Moçambique poderia ser forçado a seguir o exemplo, mas tudo isso dependeria da evolução da guerra contra o Irão.
Aumentar o preço dos combustíveis “é uma possibilidade”, disse Vala. “Pode acontecer, como já aconteceu noutros países. Mas vamos esperar e vamos gerir este momento difícil. Vamos esperar que a situação no Médio Oriente se normalize”.
(MIRAR)
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