Falando em Maputo, na qualidade de Presidente da Frelimo, Chapo abriu uma sessão do Conselho Nacional da OMM, destinada a reflectir sobre o funcionamento da organização e as suas prioridades de intervenção.
Sublinhou o papel histórico da mulher moçambicana desde os tempos da luta de libertação nacional. “A mulher moçambicana é a força motriz da sociedade, a guardiã dos valores da família e a protagonista da luta pela libertação nacional, pela consolidação da paz e pelo desenvolvimento do país”, afirmou.
A OMM “não é uma organização qualquer”, disse Chapo. “É a continuação viva do Destacamento de Mulheres (do exército guerrilheiro na guerra anticolonial) e “uma escola de patriotismo, consciência, valores, mobilização e transformação social”.
A OMM, prosseguiu, deverá crescer, não só numericamente, mas também na sua capacidade de intervenção. Chapo apelou à mobilização em torno da luta contra a pobreza, da educação das raparigas e da promoção do espírito empresarial entre as mulheres.
Salientou o recém-criado Fundo para o Empoderamento Económico das Mulheres “como um instrumento para apoiar projectos produtivos e expandir oportunidades de criação de rendimentos”.
Chapo considerou a luta contra a violência baseada no género uma prioridade e apelou à OMM para desempenhar um papel central nesta luta.
“A violência nunca deve ser normalizada ou relativizada”, declarou. “Quando as mulheres avançam, a nação avança. Quando as mulheres são empoderadas, a sociedade se transforma”.
(MIRAR)
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