Falando na província de Gaza, no sul do país, Chapo destacou que grande parte do combustível consumido em Moçambique provém do Médio Oriente e, mais cedo ou mais tarde, os preços praticados nas bombas de combustível moçambicanas terão de reflectir esta realidade.
Ele comparou a situação atual com a pandemia da Covid-19. Em ambos os casos, Moçambique tinha pouco controlo sobre os preços dos combustíveis. Chapo prometeu manter a população moçambicana informada, a fim de evitar a propagação de desinformação sobre a disponibilidade e preços dos combustíveis.
Em Maputo, pela segunda vez, há longas filas de veículos acumuladas nas bombas de combustível que ainda tinham gasolina ou gasóleo nos seus tanques. Os automobilistas que falaram com a AIM disseram que ficaram na fila durante três horas, por apenas uma dúzia de litros de gasolina.
Os proprietários dos postos de combustíveis impuseram um sistema informal de racionamento. Não permitiriam que os automobilistas comprassem mais de 1.000 meticais em gasolina. O preço actual da gasolina é de 83,57 meticais o litro. Então 1.000 meticais vão comprar 12 litros.
Os ânimos exaltaram-se nas bombas. A estação de televisão independente STV filmou um incidente em que um motorista apreendeu um telemóvel de um alegado saltador de fila e esmagou-o contra o chão.
O governo prometeu que mais navios carregados com combustíveis refinados estão a caminho dos portos moçambicanos, e um petroleiro foi filmado na Baía de Maputo na manhã de quarta-feira.
(MIRAR)
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