Maputo, 17 Abr (AIM) – Três empresas públicas moçambicanas assinaram um acordo parassocial para a criação de uma empresa a designar Serviços Integrados de Logística de Gás Natural de Moçambique (SLIGM), que visa reforçar o fornecimento de gás aos mercados nacional e regional.
As empresas são a Companhia Nacional de Hidrocarbonetos (ENH); a companhia eléctrica, EDM; a empresa portuária e ferroviária, CFM; e a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), empresa que explora a barragem de Cahora Bassa, no rio Zambeze, na província central de Tete, em Moçambique.
Estas empresas também assinaram um Acordo de Desenvolvimento Conjunto (ACD), estabelecendo as bases para o desenvolvimento, financiamento e implementação do projecto.
Segundo um comunicado das empresas, a iniciativa prevê a instalação de uma Unidade Flutuante de Armazenamento e Regaseificação (FSRU) de gás natural liquefeito, a ancorar na província meridional de Inhambane, com infra-estruturas complementares no centro do Porto da Beira.
“Com a criação da empresa, as quatro empresas públicas irão conjugar as suas capacidades técnicas, financeiras e operacionais, garantindo a viabilidade e sustentabilidade do projecto. A parceria confere às entidades o direito exclusivo de financiar, construir, importar e operar o terminal de gás natural liquefeito”, lê-se na nota.
Acredita-se que a iniciativa contribuirá para a diversificação das fontes de energia, reduzirá a dependência das importações e promoverá a rentabilização do gás interno da Bacia do Rovuma e de outras bacias sedimentares do país.
“O projeto representa um passo importante na consolidação da soberania energética e na valorização dos recursos naturais. A iniciativa demonstra o empenho das instituições nacionais na implementação de projetos estruturantes, com impacto na industrialização e no fortalecimento da matriz energética. O projeto poderá gerar efeitos positivos na economia, contribuindo para a melhoria das condições de vida”, lê-se no documento.
A criação da empresa decorre da aprovação em Conselho de Ministros (Gabinete), em Novembro passado, do decreto que atribui a concessão para a construção e exploração de uma infra-estrutura de recepção, armazenamento, regaseificação e transporte de gás natural no Porto da Beira e em Inhassoro, em Inhambane.
(MIRAR)
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