Empresário italiano e cidadãos moçambicanos detidos em megaoperação contra narcotráfico, branqueamento de capitais e falsificação de documentos
Uma operação policial de grande envergadura conduzida pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) transformou o complexo residencial Kaya-Kwanga, na cidade de Maputo, num cenário de forte tensão, após uma acção dirigida contra uma alegada rede de crime organizado transnacional.
A operação, realizada na madrugada de sexta-feira, 17 de Abril, incluiu buscas em residências e escritórios, resultando na detenção de vários indivíduos suspeitos de envolvimento em actividades criminosas de alta gravidade.
OPERAÇÃO VISOU REDE INTERNACIONAL DE CRIME ORGANIZADO
Entre os detidos encontra-se o empresário italiano Humberto Sartore, apontado pelas autoridades como um dos principais suspeitos no esquema investigado.
Segundo o porta-voz do SERNIC, Hilário Lole, existem indícios consistentes de envolvimento dos suspeitos em crimes de narcotráfico, branqueamento de capitais e falsificação de documentos.
«Sobre os indivíduos recaem fortes indícios de fazerem parte de uma rede de crime organizado que se dedica ao tráfico de drogas, branqueamento de capitais e falsificação de documentos», afirmou.
DETENÇÕES E BUSCAS EM VÁRIOS PONTOS
Além do cidadão italiano, foram igualmente detidos cidadãos moçambicanos identificados como Manzar Sa da Base e Tarmoed Valai Mahomed, conhecido como Xabir.
As autoridades realizaram ainda buscas relacionadas com pessoas ligadas ao núcleo investigado, incluindo familiares de um dos suspeitos, no âmbito da recolha de elementos de prova.
O SERNIC confirmou a apreensão de diversos bens, que serão submetidos a perícia forense.
«Os bens apreendidos serão analisados para reforçar os indícios recolhidos durante a operação», explicou Hilário Lole.
OPERAÇÃO BASEADA EM MANDADOS JUDICIAIS
As autoridades garantem que todas as acções foram realizadas com base em mandados judiciais, no respeito pelos procedimentos legais em vigor.
O SERNIC sublinha que os elementos recolhidos serão fundamentais para o avanço do processo investigativo em curso.
COMBATE AO CRIME ORGANIZADO VAI CONTINUAR
O porta-voz da instituição assegurou que operações semelhantes vão continuar em diferentes pontos do País, no quadro do reforço do combate ao crime organizado.
«Operações semelhantes vão prosseguir em todo o território nacional, com apoio das Forças de Defesa e Segurança e das autoridades judiciárias», afirmou.
CONTEXTO DE REFORÇO DA ACÇÃO POLICIAL
A operação em Kaya-Kwanga insere-se numa fase de intensificação do combate ao crime organizado em Moçambique, com particular enfoque em redes associadas a actividades transnacionais.
As autoridades afirmam que o objectivo é reforçar a segurança e a integridade do sistema financeiro e institucional do País.
Fonte original: MBC TV MOÇAMBIQUE






