Muchanga foi suspenso da adesão à Renamo por um período indeterminado. No entanto, ele levou o caso a tribunal e ganhou o caso. O Tribunal da Cidade emitiu uma decisão a favor de Muchanga, suspendendo a decisão do Conselho Jurisdicional do partido.
Para o efeito, apresentou ao Tribunal Judicial da Cidade de Maputo uma acção declaratória de condenação contra a Renamo, pedindo a anulação da medida disciplinar e a reparação dos danos morais que afirma ter sofrido em consequência da decisão.
Segundo Muchanga, em declarações aos jornalistas na terça-feira, depois de interposto o processo, quem o suspendeu deve ser responsabilizado e “espero que a justiça seja feita”.
“Esperamos que esta ação seja analisada pelo tribunal e que haja a devida responsabilização. Se necessário, deverá haver também indenização pelos danos morais causados a mim, à minha família, aos meus amigos e apoiadores”, disse.
Recentemente, durante a sua visita à província central da Zambézia, Muchanga insistiu que o líder do partido, Ossufo Momade, deve demitir-se imediatamente “porque é responsável pela crise interna que afecta o partido”.
Explicou que a decisão tomada pelos órgãos do partido procurou afectar a sua reputação e a sua carreira política dentro da Renamo, partido do qual faz parte há mais de quatro décadas.
Muchanga disse ainda que a acção judicial representa uma forma de defender “a sua história dentro do partido e os princípios que sempre nortearam o seu activismo político”.
“Estou a lutar dentro do partido para corrigir o que considero errado. A mudança deve começar no topo e estender-se até à base”, disse, acrescentando que não pretende abandonar a Renamo, apesar das divergências com a actual liderança.
Muchanga disse ainda que neste momento não está focado numa potencial candidatura à liderança da Renamo, sendo que “a minha prioridade é remover os obstáculos que dificultam o normal funcionamento da organização”.
A Renamo já foi o principal partido da oposição do país, mas agora foi claramente ultrapassada pela Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (Anamola), liderada pelo antigo candidato presidencial Venâncio Mondlane.
(MIRAR)
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