O partido Anamola iniciou, na província de Manica, uma nova fase da sua estratégia política com a empossação de 10 coordenadores provinciais, num movimento que visa reforçar a sua presença no terreno e ampliar a influência a nível nacional.
A iniciativa enquadra-se no plano de expansão da organização, que pretende eleger 165 delegados em todo o País, consolidando a sua estrutura política e capacidade de mobilização.
Anamola defende justiça social e independência das instituições
Durante o acto, o líder do partido reiterou a necessidade de mudanças concretas no funcionamento do Estado, com destaque para a justiça social, a ética na política e a independência do sistema judicial em Moçambique.
«Nós queremos justiça social. Nós queremos uma ética na política», afirmou, defendendo maior autonomia para procuradores, juízes e demais instituições públicas.
O discurso reforça uma linha política crítica em relação ao actual modelo de governação, apontando para a necessidade de maior responsabilização das entidades públicas.
19 propostas legislativas para pressionar governos locais
Mesmo fora dos principais fóruns de diálogo político, o Anamola afirma estar a preparar intervenção concreta através de 19 propostas legislativas, já estruturadas pela direcção do partido.
Os novos coordenadores receberam orientações claras para actuar junto dos governos provinciais e distritais, acompanhando problemas reais das populações.
Entre as prioridades destacam-se:
- Falta de água potável
- Acesso a serviços básicos
- Funcionamento das instituições públicas
«É preciso perceber por que é que, em determinados distritos, não chega água», sublinhou o líder.
Estratégia no terreno: fiscalização e proximidade com o povo
O partido aposta numa actuação directa junto das comunidades, defendendo que os seus representantes devem assumir um papel activo na fiscalização da governação local.
A orientação interna é clara: sair dos gabinetes e enfrentar os problemas no terreno, com foco em soluções práticas e pressão política.
Anamola quer maior espaço no debate político nacional
A liderança do partido considera que continua a ser excluída do diálogo político formal, mas garante que vai manter a sua estratégia de afirmação pública e institucional.
Com esta movimentação em Manica, o Anamola procura posicionar-se como alternativa política, defendendo maior inclusão e reformas estruturais no País.






