A medida faz parte do novo Quadro de Acção Antecipada das Nações Unidas (ONU) para a Cólera em Moçambique.
Num comunicado, o OCHA explica que a medida estabelece um mecanismo que liga dados epidemiológicos ao financiamento imediato, permitindo uma acção precoce para prevenir crises maiores, uma vez que “a cólera continua a ser uma grave ameaça à saúde pública em Moçambique, com surtos recorrentes ligados ao acesso inadequado a água potável, saneamento deficiente e eventos climáticos extremos, como ciclones e inundações”.
Segundo o documento, Moçambique registou 48.751 casos de cólera em 93 distritos entre 2022 e 2024, marcando o maior surto do país em duas décadas, com a transmissão continuando nos anos subsequentes.
“O objectivo deste quadro é permitir uma acção antecipada rápida e coordenada para reduzir a escala e a gravidade de potenciais grandes surtos de cólera fora do comum em Moçambique. Ao actuar durante as fases iniciais de padrões de transmissão anormais – antes da escalada dos surtos – os parceiros visam prevenir a propagação em grande escala, reduzir a mortalidade e proteger as comunidades vulneráveis”, lê-se na nota.
O processo de desenvolvimento do projecto, diz o documento, foi liderado pelos Coordenadores Residentes e Humanitários, pelo Ministério da Saúde (MISAU), pelo Instituto Nacional de Saúde (INS), pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS). “Também foram consultados clusters e parceiros locais como a Cruz Vermelha de Moçambique”, lê-se no documento.
Uma equipa conjunta composta pela UNICEF, OMS e OCHA coordenará a resposta juntamente com as autoridades moçambicanas.
De acordo com o último boletim da Direcção Nacional de Saúde Pública, relativo ao período de 3 de Setembro a 18 de Maio, o país registou 9.038 casos de cólera. A província nortenha de Nampula registou o maior número de casos (3.925).
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