Segundo o Presidente, que falava segunda-feira, em Maputo, no lançamento do Pacto Nacional para a Segurança Hídrica 2026–2036 (PROÁguaS), a gestão dos recursos hídricos deve ser tratada como uma prioridade estratégica para o país.
“A água já não é vista apenas como um recurso natural. Constitui um bem estratégico de soberania, de resiliência climática e de desenvolvimento sustentável das nações. A água desempenha um papel decisivo na economia nacional, influenciando diretamente setores como a agricultura, a energia, a indústria e o desenvolvimento urbano”, afirmou.
“A segurança hídrica será um dos principais factores que determinarão a prosperidade, a estabilidade e a competitividade das nações”, acrescentou.
Segundo Chapo, o país precisa de construir e reabilitar barragens para ampliar os sistemas de abastecimento de água, e reforçar a monitorização hidrológica em todo o território nacional.
“Queremos transformar as águas pluviais que hoje se perdem nos rios e no mar em reservas de esperança, produção e prosperidade para as gerações futuras, uma vez que o país continua a enfrentar desafios no acesso aos serviços de água e saneamento”, afirmou.
“Atualmente, Moçambique estima níveis de cobertura do abastecimento de água em cerca de 62,6 por cento, enquanto a cobertura do saneamento ronda os 38,2 por cento. Nas zonas rurais, a cobertura do saneamento ronda os 24,6 por cento, enquanto milhares de famílias continuam expostas à dolorosa e humilhante realidade”, afirmou.
Com o PROÁguaS, disse, o governo pretende aumentar a cobertura nacional do abastecimento de água para 75 por cento até 2036, sendo 65 por cento nas zonas rurais e 92 por cento nas zonas urbanas. Pretendemos também aumentar a cobertura nacional de saneamento para 60 por cento e erradicar progressivamente a defecação a céu aberto em todo o território nacional”, disse.
“Queremos comunidades onde a água deixe de ser um privilégio e se torne uma realidade acessível e sustentável para todos”, acrescentou.
(MIRAR)
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