Segundo Amélia Manjate, chefe do Departamento de Estudos e Legislação da Direcção Nacional do Trabalho, falando terça-feira, em Maputo, no encontro que visa discutir e eliminar as piores formas de trabalho infantil, a internet traz novos tipos de trabalho e “as crianças estão agora a ser utilizadas na internet”.
“Este número é assustador tendo em conta o universo de crianças que temos em Moçambique, o que significa que devemos actualizar a lista de empregos considerados perigosos para a actual dinâmica de vida”, disse.
Manjate explicou que a actual lista de empregos perigosos, aprovada em 2017, já não responde plenamente à dinâmica actual, devido ao surgimento de novas formas de exploração infantil.
“Temos novos tipos de trabalho, por exemplo, o trabalho com a internet. Muitas crianças já estão sendo utilizadas na internet. Estamos agora desenvolvendo um novo plano contendo vários eixos estratégicos que cooperam para a eliminação do trabalho infantil”, afirmou.
Segundo Manjate, citando o Inquérito aos Orçamentos Familiares (IOF), a província nortenha de Nampula e as províncias centrais de Tete e Zambézia continuam a estar entre as mais afectadas pelo inquérito aos orçamentos familiares.
Por seu lado, Paulo Beirão, Secretário Permanente do Ministério do Trabalho, o governo está a preparar o segundo Plano de Acção Nacional para combater as piores formas de trabalho infantil, após a conclusão do primeiro ciclo (2018–2024).
“Estamos agora a desenvolver o novo plano, que contém vários eixos estratégicos que cooperam para a eliminação do trabalho infantil. Entre as ações em curso, estamos a aumentar campanhas de sensibilização, fiscalizações e reintegração de crianças retiradas do trabalho infantil”, disse.
Segundo Beirão, citando o Inquérito aos Orçamentos Familiares (IOF), o trabalho infantil diminuiu de cerca de 20 por cento para 16 por cento.
“No entanto, as crianças continuam envolvidas em trabalhos perigosos, principalmente nas áreas da agricultura, comércio informal, trabalho doméstico, transporte de cargas pesadas, pesca e mineração”, disse.
Beirão defendeu um maior envolvimento de todos os sectores da sociedade para acelerar a erradicação do fenómeno.
(MIRAR)
SNN/Anúncio/



