Despiste e capotamento de autocarro na zona de Mapinhane levanta alerta sobre excesso de velocidade e más condições climatéricas
Sete pessoas perderam a vida e outras 14 ficaram feridas na sequência de um acidente de viação ocorrido na tarde de terça-feira (29), na Estrada Nacional Número 1 (EN1), na localidade de Mapinhane, distrito de Vilanculos, província de Inhambane.
De acordo com um comunicado do Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (INATRO), o sinistro deu-se por volta das 16 horas e envolveu um autocarro de passageiros da marca Yutong, com matrícula AHQ 825 MC, pertencente à empresa Transportes Mazenga.
Entre as vítimas mortais encontra-se um cidadão de nacionalidade chinesa. O acidente provocou ainda danos materiais significativos no veículo.
Velocidade e chuva forte na origem do acidente
Segundo as informações preliminares avançadas pelas autoridades, o autocarro, que fazia a rota Maputo–Chimoio, despistou-se para o lado direito da via antes de capotar fora da faixa de rodagem.
As primeiras análises apontam como causas prováveis do acidente o excesso de velocidade combinado com condições atmosféricas adversas, numa altura em que se registava chuva intensa na região.
Equipas no terreno e investigação em curso
Uma equipa conjunta composta por peritos do INATRO e da Polícia de Trânsito foi mobilizada para o local, tendo prestado assistência às vítimas e iniciado a recolha de dados para o apuramento das circunstâncias do sinistro.
As autoridades indicam que decorrem investigações para determinar as responsabilidades e esclarecer, com rigor, os factores que contribuíram para o acidente.
Apelo à prudência nas estradas
Na sequência da tragédia, o INATRO apresentou condolências às famílias enlutadas e reforçou o apelo ao cumprimento das regras de trânsito.
“Apelamos à observância das regras e à prudência na condução para a preservação da vida humana nas nossas estradas”, refere o comunicado.
O acidente volta a colocar em evidência os desafios persistentes na segurança rodoviária em Moçambique, particularmente em troços críticos da EN1, frequentemente associados a sinistros graves.
A Estrada Nacional Número 1 continua a ser palco de tragédias recorrentes, num cenário que exige não apenas fiscalização, mas mudança efectiva de comportamento nas estradas.





