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Lixo, água estagnada e lama agravam condições no mercado das bananeiras em Quelimane

A acumulação de lixo, água estagnada e lama continua a gerar forte preocupação entre comerciantes e utentes do mercado das Bananeiras, situado no bairro Manhaua, na cidade de Quelimane. A situação, que se agrava com a ocorrência de chuvas, mesmo de fraca intensidade, levanta sérios riscos para a saúde pública e para a segurança sanitária do espaço.

Nos últimos dias, as pequenas precipitações registadas na cidade deixaram o mercado improvisado em condições ainda mais precárias. O espaço encontra-se instalado ao longo do prolongamento da Avenida da Liberdade, uma via estratégica que dá acesso ao Centro de Saúde de Manhaua e à Escola Secundária Filipe Nhyusi.

Condições precárias e risco sanitário crescente

Além da lama e das poças de água acumuladas, o local está coberto por resíduos sólidos e restos de produtos deteriorados, dificultando a circulação de pessoas e comprometendo seriamente as condições de higiene e comercialização.

A situação é vista pelos utentes como um risco directo à saúde pública, sobretudo num contexto em que alimentos são manuseados e vendidos ao ar livre, sem qualquer protecção sanitária adequada.

Comerciantes acusam falta de resposta das autoridades

Os vendedores reconhecem os riscos existentes no espaço, mas acusam o Conselho Autárquico de Quelimane de não apresentar soluções concretas para a melhoria do mercado, apesar da cobrança regular de taxas de actividade comercial.

A falta de infra-estruturas básicas como drenagem, sanitários públicos e zonas organizadas de venda é apontada como a principal causa da degradação progressiva do espaço.

Superlotação agrava problema no mercado

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Marta Jamal, comerciante no mercado das Bananeiras há mais de dez anos, afirma que a situação se agravou nos últimos tempos devido ao aumento do número de vendedores no local.

Segundo a comerciante, a superlotação tem contribuído directamente para a acumulação de lixo e para o agravamento das condições de higiene, afectando tanto os vendedores como os clientes.

“A situação piorou muito. Há mais vendedores e menos espaço, o que faz com que o lixo se acumule e dificulte tudo”, desabafa.

Histórico de deslocação e regresso dos vendedores

Recorde-se que, há mais de cinco anos, a edilidade de Quelimane proibiu a actividade comercial naquele espaço, tendo transferido os vendedores para uma outra área no interior do bairro.

Contudo, os comerciantes acabaram por regressar ao local actual, alegando que o espaço indicado pelo município não reunia condições mínimas para o exercício da actividade comercial, especialmente durante a época chuvosa, quando se transforma numa área alagada.

Falta de infra-estruturas continua a ser o principal problema

Entre as principais preocupações dos comerciantes destacam-se a ausência de sanitários públicos, a inexistência de sistemas de drenagem e a falta de condições adequadas para conservação e venda dos produtos.

Enquanto não houver intervenção estrutural, o mercado das Bananeiras continua a funcionar em condições improvisadas, com impactos directos na saúde dos consumidores e na organização do comércio informal em Quelimane.

FONTE: NOVA RÁDIO PAZ QUELIMANE

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