Pelo menos 35 pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas na sequência de um forte terramoto de magnitude 7,8 que atingiu, esta segunda-feira, o sul das Filipinas, provocando o colapso de edifícios, deslizamentos de terra e um alerta de tsunami em várias zonas da região.
O sismo teve o seu epicentro ao largo da ilha de Mindanau, próximo da província de Sarangani, e foi sentido em várias regiões do país. As autoridades filipinas mobilizaram equipas de resgate para procurar sobreviventes sob os escombros de edifícios que ruíram em cidades como General Santos.
Segundo os serviços de protecção civil, muitas das vítimas perderam a vida devido ao colapso de estruturas e à queda de destroços. Um deslizamento de terra na província de Sarangani também provocou várias mortes, agravando o balanço humano da tragédia.
Alerta de tsunami mobilizou milhares
Na sequência do terramoto, foram emitidos alertas de tsunami para áreas costeiras das Filipinas, Indonésia e Malásia. Ondas de até 1,4 metros foram registadas em algumas localidades filipinas, levando à evacuação preventiva de milhares de residentes. Os avisos acabariam por ser levantados horas depois.
O Presidente das Filipinas, Ferdinand Marcos Jr., ordenou a suspensão das aulas nas áreas afectadas e determinou o reforço das operações de emergência para apoiar as populações atingidas.
Um dos mais fortes sismos do ano
As autoridades sismológicas filipinas classificaram o abalo como o mais forte registado no país em 2026. O terramoto foi seguido por várias réplicas, algumas delas de forte intensidade, aumentando os receios de novos danos em infra-estruturas fragilizadas.
As Filipinas encontram-se no chamado Anel de Fogo do Pacífico, uma das regiões mais activas do mundo em termos sísmicos e vulcânicos, sendo frequentemente afectadas por terramotos de grande magnitude.




