Sanga (Niassa) — Desde 2024, o distrito de Sanga vive uma mudança estrutural nas práticas agrícolas. Comunidades da área de Chipanje Cheto estão a substituir adubos químicos por soluções orgânicas. A iniciativa integra o projecto “Governação Comunitária de Chipanje Cheto”.
O programa é implementado pelo consórcio Amos Norte. Nele participam a Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), a Biofund, a Helvetas e a Associação do Niassa (ANA). Mais de dez comunidades já foram capacitadas.
Dependência de químicos travava produção
Antes do projecto, os agricultores enfrentavam custos elevados. A dependência de fertilizantes químicos limitava a produção. Além disso, o acesso aos insumos era irregular.
Segundo técnicos envolvidos, esta realidade comprometia o rendimento familiar. Por isso, tornou-se necessário encontrar alternativas locais. A mudança ganhou urgência por se tratar de uma área de conservação ambiental.
Transição para práticas sustentáveis
Com a nova abordagem, os produtores passaram a usar adubo orgânico. Também adoptaram pesticidas naturais. Além disso, foram introduzidas técnicas de agricultura de conservação.
Entretanto, o projecto não se limitou à lavoura. Incluiu criação de animais e piscicultura. Dessa forma, diversificou-se a base de rendimento das famílias.
Os implementadores afirmam que o objectivo foi reforçar a resiliência. Assim, as comunidades tornaram-se menos dependentes de factores externos. Ao mesmo tempo, reduziram o impacto ambiental.
Comunidades lideram continuidade
O encerramento das actividades está previsto para Junho. Ainda assim, os resultados já são considerados positivos. As comunidades demonstram capacidade de manter as práticas.
Segundo os responsáveis, os próprios beneficiários assumiram o controlo do processo. Portanto, a continuidade não depende exclusivamente do apoio externo. A apropriação local é vista como o principal indicador de sucesso.
Impacto duradouro em Chipanje Cheto
A expectativa é de que o conhecimento continue a ser replicado. Além disso, novas gerações poderão beneficiar das técnicas introduzidas. O projecto deixa, assim, uma base sólida para o futuro.
Os promotores defendem que uma nova consciência produtiva está em formação. Por conseguinte, Sanga posiciona-se como referência em práticas agrícolas sustentáveis no Niassa.
FONTE ORIGINAL: TVM










