O boato apareceu pela primeira vez no dia 18 de abril, na província de Cabo Delgado, no norte do país. Esta foi a província mais afectada, mas a desinformação também se espalhou para Niassa, Nampula, Zambézia e Sofala.
Segundo testemunhas oculares, a tragédia ocorreu durante o fim de semana, depois que essas duas pessoas foram atacadas por uma multidão por supostamente serem responsáveis pela realização dessas feitiçarias. Uma das vítimas foi uma professora, que morreu no Hospital Provincial de Chimoio após ter sido agredida.
“Muitas pessoas correram para o local e começaram a agredir violentamente o homem que alegava praticar bruxaria e ter feito desaparecer os órgãos genitais de outro indivíduo. Foi atacado por um grupo de moradores locais, liderados por alguns jovens não identificados”, disse uma fonte.
“Tudo começou quando um jovem alegou que seus órgãos genitais estavam desaparecendo, gerando pânico e mobilização popular. Quando a polícia chegou, a vítima estava em estado crítico. A equipe médica foi imediatamente mobilizada e foi ao local, onde confirmou que outra vítima havia perdido a vida.”
Porém, o indivíduo que alegou ter o pênis encolhido foi levado a uma delegacia, onde foi constatado que seus órgãos genitais estavam intactos, comprovando tratar-se de mero boato.
Dados preliminares apontam que cerca de dez casos de agressões físicas motivadas por estes rumores ocorreram em Manica.
Segundo o ministro do Interior, Paulo Chachine, estes rumores já levaram a motins em que 39 pessoas foram mortas e outras 74 ficaram feridas.
A onda de desinformação alegando que feiticeiros misteriosos roubaram ou encolheram o pénis das suas vítimas levou a motins em que 39 pessoas foram mortas e outras 74 feridas, segundo um relatório moçambicano.
(MIRAR)
NM/Anúncio/






