A Confederação das Associações Empresariais (CTA) do país tem alertado que a escassez de divisas é um dos principais constrangimentos ao funcionamento eficiente dos sectores produtivos, particularmente a indústria transformadora, a agricultura comercial, o turismo, a mineração e a logística.
Segundo o ministro, que discursava aos deputados na Assembleia da República do país, Moçambique deve produzir e vender mais bens e serviços no exterior para poder receber divisas utilizadas para pagar as importações.
Segundo Louveira, a principal fonte de divisas de um país são as exportações, o que significa que a economia deve produzir e vender mais bens e serviços no exterior para receber divisas utilizadas para pagar as importações.
“É necessário reconhecer que enfrentamos uma situação desafiadora de escassez de divisas, resultante dos seguintes factores principais: produção orientada para a exportação abaixo das importações; o impacto das manifestações pós-eleitorais de 2024; e mudanças na arquitectura financeira internacional”, disse ela.
“Os protestos pós-eleitorais resultaram na destruição de infra-estruturas públicas e privadas e do sector empresarial, aumentando a incerteza e reduzindo a capacidade da economia de gerar moeda estrangeira”, acrescentou.
Explicou que outro factor que contribui para a escassez de moeda estrangeira é a mudança na arquitectura financeira internacional, com o fluxo de recursos externos cada vez mais centrado em investimentos de parcerias público-privadas em detrimento do apoio geral ao Orçamento do Estado.
“Esse fator também contribui para a situação desafiadora quanto à disponibilidade de moeda estrangeira no país”, afirmou.
O ministro revelou que o Rácio de Reservas Obrigatórias em Moeda Estrangeira foi reduzido em 10 pontos percentuais no dia 27 de Janeiro (de 39,5 para 29,5 por cento).
Disse ainda que, no primeiro trimestre de 2026, os bancos venderam ao público 3,5 mil milhões de dólares, “um valor semelhante ao que foi vendido no mesmo período dos últimos cinco anos”.
“O volume de transações cambiais entre os bancos e o público (exportadores e importadores) manteve-se em cerca de 3,5 mil milhões de dólares no primeiro trimestre de 2026, em linha com a média do mesmo período dos últimos cinco anos, cerca de 3,3 mil milhões de dólares”, disse o ministro.
O ministro apelou ainda à necessidade de cumprimento das orientações relativas à abertura e movimentação de contas no estrangeiro por nacionais.
“O governo continua a monitorizar e coordenar com o sistema financeiro nacional para garantir a disponibilidade de moeda estrangeira para fazer face às necessidades de pagamento de facturas e emissão de garantias bancárias para combustíveis, pagando facturas de produtos alimentares e medicamentos como itens prioritários, sendo posteriormente atendidas outras necessidades de pagamentos externos”, disse.
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