Ambos os campos são operados pela gigante petroquímica sul-africana Sasol.
Segundo o Presidente, falando na cerimónia de abertura da 12ª Conferência e Exposição de Minas e Energia de Moçambique, há necessidade de estabelecer respostas coordenadas defendidas para garantir a segurança energética regional.
“Um dos desafios que mais tem preocupado a indústria de Moçambique, da África do Sul e de toda a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) está relacionado com a redução progressiva das reservas de gás nos campos de Pande e Temane”, disse.
Perante uma realidade que descreveu como “inevitável”, o Presidente destacou que o governo tem atuado com responsabilidade e sentido de urgência para garantir a continuidade da produção de gás natural e a estabilidade energética entre 2020 e 2030.
Entre as principais soluções apresentadas está a criação de uma empresa de logística integrada, destinada a viabilizar uma unidade flutuante de armazenamento e liquefação de gás no distrito de Inhassoro.
Segundo Chapo, esta infra-estrutura representa mais do que uma resposta imediata ao declínio das reservas.
“Representa uma escolha estratégica para garantir a segurança energética, proteger a base industrial existente e preparar o futuro energético da nossa economia e região”, disse ele.
Chapo acredita que a ligação desta unidade ao gasoduto regional permitirá o fornecimento contínuo a Moçambique e à África do Sul, bem como a outros mercados em toda a região da SADC.
Destacou também o papel do gasoduto operado pela ROMPCO, classificando-o como um exemplo sólido de cooperação regional e parceria público-privada nas últimas duas décadas.
A ROMPCO é uma joint venture que opera um gasoduto de 865 km que transporta gás natural dos campos de Pande e Temane para a África do Sul.
Explicou que a estrutura accionista reflecte um compromisso partilhado entre os Estados e o sector privado com o desenvolvimento energético sustentável.
“O governo está a acelerar a coordenação para a implementação do projecto de Inhassoro, mobilizando a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) e parceiros estratégicos para garantir uma execução rápida e rigorosa. O processo será monitorizado ao mais alto nível, com supervisão directa do Conselho de Ministros (gabinete)”, disse.
O Presidente incentivou também a expansão da rede regional de gasodutos, com o objectivo de posicionar o gás moçambicano como crucial para a integração energética e o desenvolvimento económico na região da SADC, abrangendo países como Eswatini, Zimbabué, Zâmbia, Malawi e, numa fase futura, a República Democrática do Congo.
Além da resposta imediata ao declínio das reservas, Chapo destacou a necessidade de investir em infra-estruturas integradas, incluindo portos, caminhos-de-ferro, energia e logística, como pilares para transformar Moçambique num centro regional ao serviço da SADC e do continente africano.
(MIRAR)
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