Em comunicado, a organização explica que o tratamento foi prestado este ano, num contexto de elevada vulnerabilidade alimentar, de choques climáticos recorrentes e de défice de financiamento em programas de nutrição.
“A desnutrição aguda continua a atingir níveis críticos, afectando aproximadamente quatro por cento das crianças no país, incluindo casos graves que representam um risco imediato de morte”, lê-se no documento.
A situação, segundo a nota, é agravada por eventos extremos como ciclones, cheias e secas, que dificultam o acesso das famílias a alimentos e serviços de saúde essenciais.
A organização salienta que Moçambique é um dos 22 países prioritários para a resposta de Alimentos Terapêuticos Prontos para Uso (RTTF), registando actualmente um défice de aproximadamente 18 por cento dos recursos financeiros necessários para cobrir a procura projectada.
“Os cortes no financiamento da ajuda ao desenvolvimento estão a afectar directamente a capacidade de garantir abastecimentos, medicamentos e logística para a resposta nutricional”, afirma a organização.
Por outro lado, a pressão sobre os serviços de saúde tende a intensificar-se durante os períodos de escassez alimentar e após os choques climáticos, comprometendo os cuidados às crianças gravemente doentes.
Segundo a organização, reforçar o financiamento para ATPU (Nutrição Avançada Baseada em Tumores) e cuidados de saúde primários é crucial para prevenir mortes evitáveis e proteger os ganhos alcançados na última década.
.”É fundamental investir em estratégias preventivas, incluindo práticas alimentares adequadas e no fortalecimento dos sistemas de saúde comunitários”, lê-se no documento.
Globalmente, aproximadamente 42,8 milhões de crianças sofrem de desnutrição, das quais 12,2 milhões na forma aguda grave, considerada a mais letal.
(MIRAR)
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