Termina esta quinta-feira, em Maputo, o II Congresso Nacional das Organizações da Sociedade Civil, um encontro que reúne representantes do Governo, sociedade civil, sector privado e parceiros de desenvolvimento para debater os desafios do espaço cívico e da sustentabilidade das organizações no País.
O evento, com duração de dois dias realiza-se este ano sob o lema “Fortalecer Capacidades, Construir Confiança e Sustentabilidade”.
Durante o primeiro dia dos trabalhos, o Congresso promoveu debates em torno de três painéis centrais, nomeadamente “Espaço Cívico, Governação e Influência Política”, “Sustentabilidade Financeira, Filantropia e Modelos de Financiamento – caminhos para superar a crise” e “Resiliência Comunitária, Acção Humanitária e Construção da Paz e Reconciliação”.
O Centro para Democracia e Direitos Humanos (CDD) participou no painel sobre “Espaço Cívico, Governação e Influência Política”, destacando a importância das evidências produzidas pelas organizações da sociedade civil na influência das políticas públicas e na promoção da responsabilização pública.







Segundo o CDD, num contexto marcado por desigualdades sociais, fragilidade institucional, conflitos armados, corrupção e exclusão social, as evidências produzidas pelas organizações da sociedade civil tornam-se ferramentas fundamentais para fortalecer a transparência, defender os direitos humanos e ampliar a inclusão social e política.
A organização defendeu igualmente que não existe responsabilização efectiva sem evidências credíveis e sustentadas.
Para o CDD, “evidência sem voz tem pouco impacto, e voz sem evidência perde credibilidade”, defendendo que a influência das organizações depende da consistência, legitimidade e proximidade com os cidadãos.
Ainda de acordo com o posicionamento apresentado durante o Congresso, as organizações da sociedade civil tornam-se mais influentes quando trabalham directamente com as comunidades, produzem informação credível, comunicam de forma estratégica e constroem alianças independentes. O encontro decorre no âmbito do projecto “Pro-Cívicos e Direitos Humanos”, implementado em consórcio pelo IMD, CDD, Fundação MASC e CESC, com financiamento da Embaixada da Finlândia.








