Segundo Chapo, falando na cerimónia de lançamento do livro intitulado “A Economia do Caju em Moçambique: O Contexto das Políticas de Bretton Woods e os Pressupostos da Engenharia de Reindustrialização”, da autoria do académico e membro sénior do partido no poder, a Frelimo, António Niquice.
“Não basta produzir, é preciso transformar. Não basta exportar recursos, é preciso acrescentar valor”, disse, lembrando que Moçambique já foi o maior produtor mundial de castanha de caju.
Atualmente, está entre os sete primeiros.
O presidente acredita que o verdadeiro desenvolvimento só acontece quando os recursos nacionais são convertidos em indústria, emprego, inovação e melhoria das condições de vida da população.
Explicou que a reindustrialização da castanha de caju também deveria representar uma oportunidade concreta para a inclusão económica e o empoderamento das mulheres.
“A obra de Niquice é um importante contributo científico e patriótico para o debate sobre a industrialização, a soberania económica e a transformação estrutural da economia nacional. O livro constitui uma profunda reflexão sobre os desafios históricos do país e os caminhos necessários para a construção de uma economia mais resiliente, moderna e produtiva”, afirmou.
Chapo apelou ainda às universidades, aos investigadores e aos jovens moçambicanos para que aprofundem o estudo da economia nacional, a fim de produzir conhecimento orientado para o desenvolvimento do país.
“A transformação estrutural da nossa economia também começa com a produção de ideias. A independência económica de Moçambique dependerá da capacidade nacional de transformar os recursos naturais em resultados concretos para o povo.
Segundo o Presidente, falando também no distrito de Ribáuè, província nortenha de Nampula, o país deve apostar numa comercialização agrícola mais eficiente, organizada e previsível como forma de reduzir a vulnerabilidade económica das famílias rurais.
O reforço dos mecanismos de comercialização, disse, constitui uma resposta estratégica aos desafios enfrentados pelos produtores nacionais, especialmente face aos impactos das alterações climáticas.
“Uma comercialização agrícola mais eficiente, organizada e previsível é uma componente essencial da resposta à vulnerabilidade económica das famílias rurais”, afirmou.
Apesar da resiliência demonstrada pelos agricultores moçambicanos, disse ele, o sector continua exposto aos efeitos de secas, cheias, ciclones e outros choques climáticos.
Segundo Chapo, cerca de 441 mil hectares foram afectados por fenómenos climáticos extremos durante a actual campanha agrícola, dos quais cerca de 54 mil hectares foram perdidos, afectando cerca de 300 mil produtores em todo o país.
“Por trás desses números estão famílias, sonhos e histórias de vida”, disse ele.
SNN/anúncio/




