Moçambique deve aumentar o investimento em alimentos…

Maputo, 14 Mai (AIM) – Moçambique deve aumentar o investimento na fortificação de alimentos para combater as deficiências de micronutrientes e reduzir os níveis de desnutrição, segundo o Ministério da Economia.

Falando quarta-feira, em Maputo, no Workshop de Validação do Estudo Custo-Benefício da Fortificação de Alimentos em Moçambique, a Directora Nacional de Economia, Estudos e Cooperação, Sheila Fernandes, há necessidade de investir na adição de vitaminas e minerais aos produtos de consumo massivo.

“A adição de vitaminas e minerais à farinha de milho, à farinha de trigo, ao açúcar, ao óleo alimentar e ao sal iodado constitui um investimento excepcional e estratégico para o desenvolvimento nacional”, afirmou.

Segundo Fernandes, o estudo de validação sobre fortificação alimentar visa produzir evidências técnicas capazes de apoiar decisões sobre o fortalecimento do Programa Nacional de Fortificação Alimentar.

“O estudo irá também quantificar as vantagens económicas e sociais da fortificação de alimentos, permitindo ao governo e aos parceiros tomar decisões mais informadas sobre a implementação do programa”, disse.

A fortificação de alimentos, disse ela, é uma intervenção de baixo custo e com elevado retorno económico e social, especialmente quando comparada com outras medidas de saúde pública.

Destacou ainda o papel da indústria nacional na produção e distribuição de alimentos fortificados, afirmando que “em 2025, o país produziu mais de 13 milhões de toneladas de produtos fortificados, demonstrando a capacidade nacional para satisfazer a procura interna”.

“Este resultado demonstra a capacidade da indústria nacional em produzir e distribuir alimentos de qualidade, caminhando gradativamente para a substituição das importações dos cinco veículos de fortificação obrigatórios”, disse.

Os produtos abrangidos pela fortificação obrigatória incluem farinha de milho, farinha de trigo, açúcar, óleo de cozinha e sal iodado.

Explicou que os progressos alcançados são resultado da cooperação entre o governo, os parceiros internacionais, o sector privado e as organizações da sociedade civil.

“É necessário que todos trabalhem juntos, compartilhando conhecimentos, informações e recursos para alcançar resultados mais significativos no combate às deficiências de micronutrientes”, afirmou.

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