Governo moçambicano vai financiar tropas ruandesas…

Maputo, 20 Mai (AIM) – O ministro dos Negócios Estrangeiros do Ruanda, Olivier ⁠Nduhungirehe, anunciou que o governo moçambicano garantiu os fundos necessários para que as tropas ruandesas continuem a sua missão contra o terrorismo islâmico em Cabo Delgado, uma vez que a União Europeia (UE) não ⁠planeia renovar o seu apoio financeiro.

As Forças Ruandesas foram destacadas para o norte de Moçambique em 2021, a pedido do governo moçambicano, para apoiar a luta contra os terroristas que operam na região.
De acordo com ⁠Nduhungirehe, numa publicação no X (antigo Twitter), a UE, que financiou parcialmente a missão de contra-insurgência, tornou-se relutante em fornecer financiamento.

“Este ano, o Ruanda decidiu lidar exclusivamente com o governo de Moçambique, que, por sua vez, garantiu e continuará a garantir o financiamento necessário para as forças de segurança ruandesas em Cabo Delgado”, escreveu no X.

O ministro, no entanto, não mencionou quanto foi garantido e o governo moçambicano não se pronunciou sobre o assunto.

As autoridades ruandesas anunciaram em Março passado que retirariam as suas tropas “se os fundos internacionais não fossem garantidos para sustentar a missão de contra-insurgência”.

O Ruanda recebeu até agora cerca de 20 milhões de euros (23 milhões de dólares americanos à taxa de câmbio actual) em apoio da UE à missão de contra-insurgência em Moçambique, que as autoridades ruandesas afirmam ser “uma fracção do custo suportado por Kigali e o esforço custou ao Ruanda pelo menos 10 vezes esse montante”.

A insurgência em Cabo Delgado, que eclodiu em 2017, paralisou a construção do projecto de gás natural liquefeito (GNL), liderado pela empresa francesa TotalEnergies. Mas o trabalho das forças de defesa e segurança moçambicanas e dos seus aliados ruandeses, particularmente nos principais distritos de Palma e Mocímboa da Praia, permitiu à TotalEnergies levantar o estado de força maior que tinha declarado em 2021.

Em Janeiro deste ano, a empresa francesa de energia e o governo moçambicano concordaram em retomar a construção do projecto.
Sou/

Mais do autor

Empresas multinacionais interessadas em expandir…