HORA CERTA NEWS

"Não escolhemos a notícia, escolhemos te informar"

Juiz decreta prisão preventiva de funcionários das Finanças por esquema de extorsão no Tesouro

Juiz decreta prisão preventiva de funcionários das Finanças por esquema de extorsão no Tesouro

Juiz decreta prisão preventiva de funcionários das Finanças por esquema de extorsão no Tesouro

O Tribunal Judicial da Cidade de Maputo decretou prisão preventiva aos funcionários do Ministério das Finanças detidos por envolvimento num esquema de extorsão ligado ao Tesouro do Estado.

A decisão foi tomada após o primeiro interrogatório judicial, realizado na Secção de Instrução Criminal, onde os arguidos foram ouvidos durante cerca de dez horas.

Segundo a TV Miramar, o juiz considerou estarem reunidos os pressupostos legais para aplicação da medida de coacção mais gravosa, determinando a permanência dos suspeitos em prisão preventiva.

Esquema visava acelerar pagamentos do Estado

De acordo com a TV Miramar, o caso envolve uma rede com várias ramificações, na qual circularam somas elevadas de dinheiro.

O esquema consistia na cobrança de valores ilícitos a empresários e agentes económicos, com o objectivo de garantir o pagamento integral e mais rápido de facturas relativas ao fornecimento de bens e serviços ao Estado.

Códigos usados para ocultar subornos

As investigações revelam a existência de mensagens trocadas entre funcionários das Finanças, intermediários e empresários, nas quais eram utilizados códigos como “capulanas” e “quilos”.

Esses termos eram usados para designar milhares de meticais exigidos como comissão para o desbloqueio dos pagamentos.

Envolvidos incluem pessoas fora do aparelho do Estado

Um dos elementos considerados relevantes é o facto de entre os detidos constarem também indivíduos sem vínculo formal com o Estado.

Ainda assim, estas pessoas exerciam influência nos processos administrativos, facilitando e acelerando a tramitação dos pagamentos a favor de credores do Estado.

Transferência para Cadeia Civil

Antes da decisão judicial, os arguidos encontravam-se detidos na 8.ª Esquadra da cidade de Maputo.

Com a decretação da prisão preventiva, foram transferidos para a Cadeia Civil, onde aguardam os próximos desenvolvimentos do processo.