Beluluane lança primeira pedra para fábrica de montagem de smartphones e computadores
Texto: Filipe Cossa | Hora Certa News
O Parque Industrial de Beluluane acolheu, esta terça-feira, a cerimónia de lançamento da primeira pedra para a construção de uma fábrica de montagem de smartphones e computadores portáteis (laptops) em Moçambique, um projecto enquadrado na estratégia governamental de industrialização e promoção da transformação digital.
O acto foi dirigido pelo Ministro da Comunicação e Tecnologia Digital, Américo Muchanga, que sublinhou a importância do empreendimento para o alargamento do acesso às tecnologias de informação, a criação de postos de trabalho e a redução da dependência do país em relação à importação de equipamentos electrónicos.
A cerimónia contou com a presença do Presidente do Conselho Municipal da Matola-Rio, Abdul Gafuro, do Governador da Província de Maputo, Manuel Tule, do Secretário de Estado na Província de Maputo, do Secretário-Geral da FRELIMO, do Administrador da Matola, bem como de outras individualidades do Governo, do partido no poder e do sector empresarial.
De acordo com informações partilhadas durante o evento, o investimento está avaliado em cerca de três milhões de dólares norte-americanos, montante que será aplicado na construção das infra-estruturas, aquisição de equipamentos tecnológicos e instalação das linhas de produção.
Numa fase inicial, a unidade industrial prevê empregar maioritariamente mão-de-obra local, com especial enfoque na juventude, apostando igualmente na capacitação técnica e na transferência de conhecimentos no sector da electrónica. A produção será destinada, numa primeira etapa, ao mercado nacional, com perspectivas de expansão para a região.
As autoridades presentes consideraram o projecto um marco relevante para o reforço do Parque Industrial de Beluluane enquanto pólo de investimentos estratégicos, bem como para o crescimento económico sustentável da província de Maputo.
O início das obras está previsto para breve, estando a entrada em funcionamento da fábrica condicionada ao cumprimento do cronograma estabelecido pelos investidores.
Nota editorial honesta:
O projecto soa promissor no papel. Agora falta o detalhe que nunca vem nos discursos: prazos concretos, capacidade real de produção e preços finais acessíveis ao consumidor moçambicano. Sem isso, vira mais uma “primeira pedra” bonita para fotografia.
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