A BATALHA CONTRA O ASSOREAMENTO: 15,5 QUILÓMETROS DO RIO MULAÚZI AGUARDAM INTERVENÇÃO MUNICIPAL

A sobrevivência das associações agrícolas da zona norte da Matola depende, neste momento, de uma resposta do Conselho Municipal relativamente ao desassoreamento do Rio Mulaúzi. O curso de água, que deveria facilitar o escoamento das águas pluviais, transformou-se num foco de inundações que afectam repetidamente a produção de alface e couve.

Durante um debate promovido pela Rádio Voz Coop, o técnico Danilo Filipe revelou que o plano de intervenção já foi submetido às autoridades municipais.

“Submeteu-se um pedido para o município da Matola para o desassoreamento de cerca de 15,5 quilómetros do Rio Mulaúzi, para garantir o escoamento das águas”, explicou.

Enquanto o município não responde ao pedido, o sector da Agricultura está a incentivar os produtores a realizarem trabalhos de limpeza com meios próprios, sobretudo nas valas secundárias e terciárias.

“O que nós estamos a fazer neste momento é encorajar os produtores para que, com condições próprias e manualmente, procurem fazer a limpeza das valas terciárias”, acrescentou o técnico.

Os agricultores afirmam que a situação se agravou nas últimas épocas chuvosas e que grande parte das áreas cultivadas permanece submersa, comprometendo a produção e os rendimentos das famílias.

“A maior percentagem da área já está tomada pelas águas. Para poder sair aquelas águas, temos que rever o problema da vala principal”, lamentaram os produtores.

A expectativa das associações agrícolas é que o Conselho Municipal da Matola avance com uma intervenção urgente no Rio Mulaúzi, considerada essencial para reduzir as inundações, recuperar as áreas agrícolas afectadas e garantir a continuidade da produção hortícola na região.

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