O lateral-esquerdo do Oriental conhece bem o referido técnico. Foi treinado por ele no Estoril, entre 2020 e 2022, e estabeleceram uma excelente relação por lá. «Não nos conhecíamos e criamos uma conexão muito boa. Fui nomeado capitão e passei a ser suporte dentro de campo. Muitas vezes, ele me dizia que parecia que já trabalhava com ele há muito tempo», lembra.
O zagueiro, que passou por Sporting (2012/13) e SC Braga (2013/24), elogia os conceitos do ex-timoneiro, apesar de reconhecer que nem sempre são de compreensão imediata: «Tem uma ideia de jogo muito positiva que, ao princípio, não é fácil de entender, mas depois, quando começas a entender, as coisas saem bem.»
Joãozinho enaltece também a relação estabelecida entre Bruno Pinheiro e os seus pupilos. O à vontade tem de ser premissa dentro do seu balneário e é um fator com o qual o lateral se identifica bastante. «Faz muitas perguntas aos jogadores sobre os adversários e sobre o estilo de jogo que gosta (…) Gostei muito de trabalhar com o mister. Quem sabe um dia me junte a ele…», deixa no ar.
Para esta temporada, o atleta, que vai para a terceira temporada no Oriental, afirma que, do novo Académico de Viseu de Bruno Pinheiro, pode-se «esperar o que se viu no Estoril e no Gil Vicente: um time jogando bom futebol, olhos nos olhos contra qualquer time». «Às vezes, não vai bem, ou pela qualidade do adversário que tem pela frente ou porque os jogadores também estão em um dia ruim e não conseguem executar o plano que você pediu. No entanto, o trabalho durante a semana é sempre direcionado para o que você quer fazer com e sem a bola contra adversários que jogam de várias maneiras», completa.
Essa aventura do novo homem do leme viseense também marca um reencontro com o artilheiro André Clóvis. Joãozinho desconfia que o centroavante possa ter agora mais protagonismo do que tinha nos canarinhos, igualmente, em 2020/21 e 2021/22: “Acredito que o Clóvis vai se beneficiar muito do estilo de jogo do mister, que olha muito para o gol adversário. É hoje um jogador muito mais maduro do que era nos tempos do Estoril. Acho que ele fez bem em ter dado o passo atrás de ir para a Liga 2, para ganhar confiança e mostrar que é um goleador nato. Não estava conseguindo no Estoril, ou por falta de confiança ou porque estava coberto, mas o mister Bruno Pinheiro sempre foi sincero com ele nisso e eles também têm uma relação espetacular.»
Considerando ter os ingredientes certos nas beiras para ser feliz, o canhoto está seguro de que a aventura do seu antigo treinador irá ter um final feliz: «Acho que o Académico tem um bom projeto e, se ele aceitou, estando num campeonato onde certamente ganhava bem e tinha outro projeto bom, de subida de divisão no Eupen [Bélgica]é porque certamente sentiu que seria o projeto ideal para voltar a Portugal.»
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