Maputo recupera espaços públicos e retira vendedores

O Conselho Municipal de Maputo intensificou o combate ao comércio informal em áreas sensíveis da capital.

Assim, a operação pretende melhorar a circulação de pessoas e recuperar a estética urbana.

Além disso, as equipas municipais actuam junto de hospitais, escolas, terminais e outros espaços públicos.

Entre os locais abrangidos está o Hospital Central de Maputo.

Hospital Central ganha nova imagem

No Hospital Central de Maputo, a mudança já é visível.

Antes da intervenção, vendedores ocupavam passeios e outras áreas de circulação.

Por isso, o Município realizou campanhas de sensibilização junto dos comerciantes.

Depois dessa fase, as autoridades avançaram com a retirada dos vendedores.

Actualmente, os peões circulam com maior facilidade na zona.

Além disso, o Município realiza obras de recuperação dos passeios.

Salvador, um dos munícipes que acompanhou a mudança, aprovou a intervenção.

“Gostei muito quando cheguei ali e vi a cidade já ficar limpa. Antes estava a ficar confuso”, afirmou.

Vendedores contestam falta de alternativas

Entretanto, a operação preocupa alguns vendedores informais.

Muitos dependem da venda diária para sustentar as suas famílias.

Por outro lado, alguns comerciantes reconhecem a necessidade de organizar os espaços públicos.

Um dos vendedores afectados apontou, contudo, a falta de emprego e de alternativas.

“Não temos emprego, não temos onde ir, mas é serviço deles”, disse.

Além disso, outro vendedor questionou a transferência para mercados mais distantes dos hospitais.

Segundo ele, muitos clientes procuram fruta e outros produtos nas proximidades das unidades sanitárias.

“O que nos leva para cá é o hospital. A gente ganha o pão daqui, dos doentes que estão aqui”, explicou.

Por essa razão, o comerciante questionou a procura pelos mesmos produtos dentro dos mercados formais.

Município aponta 4.000 bancas disponíveis

Por sua vez, o Conselho Municipal rejeita a ideia de que os vendedores ficarão sem alternativas.

Segundo dados da Polícia Municipal, os mercados da capital têm cerca de 4.000 bancas disponíveis.

Deste modo, a edilidade pretende encaminhar os vendedores para esses espaços.

Ao mesmo tempo, o Município afirma que não pretende impedir os cidadãos de trabalhar.

O objectivo é organizar a actividade comercial e preservar os espaços públicos.

Além disso, a edilidade considera inadequada a ocupação de passeios e separadores.

Consequentemente, as autoridades procuram garantir melhores condições para a circulação de peões e viaturas.

Operação chega a outras zonas

Entretanto, a operação também abrange a Praça dos Combatentes e a Praça 25 de Junho.

Do mesmo modo, as equipas municipais actuam na chamada “zona alta” da cidade.

No terminal do Museu, as autoridades retiraram actividades de lavagem de viaturas dos separadores.

Além disso, o Município pretende impedir novas ocupações junto de monumentos.

A mesma preocupação existe nas principais avenidas da capital.

Entre os pontos sob atenção está a Avenida Júlio Segher.

Enquanto isso, as equipas permanecem no terreno para controlar novas ocupações.

Município defende cidade organizada

Segundo a edilidade, a operação procura recuperar a imagem da capital.

Assim, o Município pretende garantir passeios livres e melhorar a circulação.

Além disso, as autoridades defendem uma utilização mais organizada dos espaços públicos.

“Trouxemos alguma estética à cidade”, afirmaram as autoridades municipais.

Contudo, a operação coloca um desafio à edilidade.

O Município terá de garantir alternativas eficazes para os vendedores transferidos.

Por outro lado, também deverá impedir o regresso do comércio informal aos espaços recuperados.

Deste modo, a meta passa por conciliar actividade comercial, circulação de pessoas e organização urbana.

Em suma, o reordenamento procura devolver os espaços públicos aos cidadãos, mas também exige soluções para os comerciantes que dependem da actividade informal.

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