Foram os poveiros a marcar primeiro, por Diogo Rebelo, aos 55′. Os conquistadores foram, então, obrigados a reagir, insistiram até o fim e Thiago Balieiro, na sequência de uma bola parada, empatou a partida já para lá do minuto 90.
O referido zagueiro estaria, então, no melhor e no pior, já que, na sequência, perdeu um dos pênaltis (assim como Oumar Camara), que viriam a condenar os minhotos.
«Há sempre razão para ficar chateado quando não ganhamos. Num clube como o Vitória, em qualquer torneio em que entramos, é sempre para ganhar», afirmou, no final do jogo, Samu.
O capitão vira agora energias para a Liga, que, pela vontade dele, começava já amanhã: «A pré-época foi positiva e estamos preparados para começar o campeonato. Queremos que comece o mais rápido possível para demonstrar exatamente aquilo a que nos propomos, que é ganhar todos os jogos e mostrar o ADN Vitória.»
O primeiro desafio da equipe liderada por Tiago Margarido é no próximo sábado, às 18h, com a recepção ao Arouca.
O centrocampista, de 30 anos, elogiou a presença dos cerca de 2600 torcedores: «São enormes. Estamos na pré-temporada, mas, como sempre, eles aparecem em massa. Isso funciona a nosso favor e, se assim for, vamos ganhar mais.»
No período entre o fim do tempo regulamentar e o início da decisão a partir da punição máxima, houve registro de confusão na arquibancada afeta aos torcedores vimaranenses. Segundo uma fonte do emblema do Berço, o episódio envolveu carga policial contra alguns torcedores vitorianos, embora ninguém tenha ficado ferido.
«Quando não vai na qualidade, vai na raça»
No final do duelo, também Tiago Margarido destacou a união, não só dentro da estrutura do clube, como também foram, com a massa adepta. «Estamos muito unidos. Com essa força, vamos conseguir ganhar muitos jogos. Estamos todos com o mesmo espírito», afirmou.
«Acabamos sofrendo o gol no nosso melhor momento no jogo. A equipe tentou reagir, tivemos que ter atitude para fazer isso, os jogadores nisso foram inexcedíveis», analisou o treinador.
«Quando não vai na qualidade, vai na raça, faz parte do nosso DNA e foi isso que aconteceu depois de sofrermos o gol», enalteceu, explicando que «com o gramado massacrado, não se conseguiu circular com a velocidade pretendida», o que fez a equipe apostar tudo «na raça», acabando «por chegar ao empate de forma justa.»
«A garra é algo inegociável e trabalhámos muito na pré-época para ter essa identidade e é isso que queremos demonstrar. Queremos que, mesmo que não estejamos com a camisola vestida, as pessoas consigam identificar o Vitória pelo nosso jogar», confirmou Samu.
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