Segundo o ministro, falando na cerimónia de abertura do 6.º Fórum Sino-africano sobre Ciência e Tecnologia Marinha, na cidade chinesa de Hangzhou, Moçambique é um destino estratégico do Oceano Índico por se posicionar como um actor emergente na economia azul e na transição energética global.
A tecnologia ambientalmente sustentável, disse ele, deve ser considerada como um mecanismo importante para o benefício das gerações presentes e futuras.
“O verdadeiro valor dos nossos recursos não está apenas no subsolo ou no mar, mas na forma como são geridos para promover o desenvolvimento sustentável. Não devemos participar na economia azul apenas como fornecedores de recursos, mas também como produtores de conhecimento, inovação e soluções sustentáveis”, afirmou.
Explicou que a Estratégia Nacional para o Desenvolvimento da Economia Azul visa a utilização sustentável dos recursos marinhos, fortalecendo a resiliência costeira, promovendo a investigação científica e atraindo investimento sustentável.
O ministro destacou ainda os progressos alcançados na exploração offshore de gás natural, com referência ao projecto Coral Sul FLNG e ao futuro desenvolvimento de recursos na Bacia do Rovuma, na província nortenha de Cabo Delgado.
O Projecto flutuante de GNL Coral Sul, ancorado na Área 4 da bacia do Rovuma, entrou em operação em Novembro de 2022. O destino do gás produzido por esta plataforma, que é liderada pela empresa italiana de energia Eni, é o mercado europeu e asiático.
“Queremos aprofundar a cooperação com a China em áreas como ciências marinhas, governação dos oceanos, monitorização ambiental, inovação tecnológica e resiliência climática”, disse.
O Fórum Sino-Africano sobre Ciência e Tecnologia Marinha reúne governos, investigadores, universidades e instituições internacionais para discutir soluções inovadoras para a gestão sustentável dos oceanos e o fortalecimento da cooperação entre a China e os países africanos.
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