A HCB é uma sociedade anónima de direito privado, detida em 85 por cento pela estatal Companhia Elétrica do Zambeze e em 7,5 por cento pela empresa portuguesa Redes Energéticas Nacionais REN. A empresa detém 3,5 por cento das acções próprias, enquanto os restantes 4 por cento são detidos por cidadãos, empresas e instituições moçambicanas.
Segundo o comunicado, a distribuição de dividendos aos accionistas da Série B (constituídos por cidadãos, empresas e instituições moçambicanas) terá lugar na próxima quinta-feira (21 de Maio). Resulta da resolução sobre a destinação do lucro líquido do exercício de 2025, no valor de 7,1 mil milhões de meticais, aprovada na assembleia geral ordinária da empresa de 30 de Abril.
“Deste montante, 61,2 por cento foram destinados à distribuição de dividendos aos acionistas, enquanto os restantes 38,8 por cento foram retidos para financiar iniciativas de investimento estratégico, incluindo projetos de reabilitação, modernização e expansão da capacidade de produção de eletricidade. Para os acionistas da Série B, foi aprovado um dividendo bruto de 0,27 meticais por ação, correspondente à totalidade do resultado líquido por ação do exercício”, lê-se no comunicado.
Para os accionistas da Série A, nomeadamente o Estado moçambicano e a REN, foi definido um dividendo de 0,16 meticais por acção.
A albufeira de Cahora Bassa é a quarta maior de África, com uma extensão máxima de 270 quilómetros e uma largura entre margens de 30 quilómetros, abrangendo 2.700 quilómetros quadrados e uma profundidade média de 26 metros.
Com cerca de 800 colaboradores, a HCB é um dos maiores produtores de electricidade na região da África Austral, abastecendo os países vizinhos. Segundo números anteriores, a HCB arrecadou, em 2025, 344 milhões de dólares em receitas e registou um lucro líquido de 112 milhões de dólares.
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