Fastjet Mozambique prepara-se para descolar: três Embraer, sede na Beira e voos domésticos previstos para o segundo semestre de 2026

A Solenta Aviation Mozambique obteve licença para voos regulares domésticos e avança com frota inicial de 50 lugares por aeronave. Rotas ainda por anunciar.

Por Redacção   |   Fevereiro de 2026   |   Maputo

A aviação comercial doméstica em Moçambique poderá ter um novo actor antes do final deste ano. A Solenta Aviation Mozambique anunciou que as suas operações domésticas serão sediadas na cidade da Beira e operadas sob a marca fastjet Mozambique, com previsão de início dos voos para a segunda metade de 2026 — uma entrada que poderá transformar a conectividade aérea entre as principais cidades do país.

De acordo com informações avançadas pelo Integrity Magazine, a companhia arrancará com uma frota inicial de três aeronaves Embraer ERJ-145, cada uma configurada com capacidade para 50 passageiros. O ERJ-145 é um jacto regional de médio alcance amplamente utilizado em operações domésticas no continente africano, conhecido pela sua eficiência em rotas de baixa e média densidade.

A escolha da Beira como base de operações não é casual. A cidade portuária da Sofala é o segundo maior polo económico do país e ponto de convergência do corredor de desenvolvimento que liga Moçambique ao Zimbabwe, Zâmbia e Malawi. A criação de um hub aéreo na Beira pode reforçar a integração regional e responder à procura crescente de ligações rápidas entre o Centro e o Norte do país.

Em Dezembro de 2025, a Solenta Aviation Mozambique obteve a licença que a autoriza a iniciar voos regulares domésticos sob a marca fastjet Mozambique — um passo regulatório que abre caminho para a expansão efectiva da operação.

As rotas específicas que a fastjet Mozambique pretende operar ainda não foram divulgadas publicamente. No entanto, a localização da base sugere que Maputo, Nampula, Tete e Pemba figuram entre os destinos naturalmente prioritários, tendo em conta os volumes de tráfego de negócios e a necessidade histórica de melhorar as ligações às zonas de exploração de recursos naturais no Norte e Centro do país.

A fastjet é uma marca pan-africana de aviação de baixo custo com presença em vários países do continente. A entrada em Moçambique representa uma aposta no mercado doméstico num momento em que o país enfrenta desafios de conectividade interna — uma lacuna que impacta directamente o turismo, o investimento e a mobilidade das populações.

Com a licença assegurada e a frota definida, os próximos meses deverão trazer o anúncio das rotas e a abertura de vendas. O mercado aguarda.

Mais do autor

Russian attack on Kharkiv kills two, Ukraine hits missile plant

Ataque russo em Kharkiv mata dois, Ucrânia atinge fábrica de mísseis

NASA rules out March launch for manned moon mission over technical issues

NASA descarta lançamento em março de missão tripulada à Lua por questões técnicas