O Presidente da República, Daniel Chapo, concluiu esta sexta-feira uma visita de trabalho de três dias à província do Niassa, reafirmando o compromisso do Governo com uma governação participativa, inclusiva e orientada para resultados concretos junto das comunidades.
Durante o balanço efectuado na cidade de Lichinga, o Chefe do Estado manifestou confiança na capacidade dos dirigentes locais e das populações para impulsionar o desenvolvimento económico e social da província, defendendo uma visão nacional assente na inclusão e na proximidade entre o Estado e os cidadãos.
Governação participativa e acompanhamento do PESOE
A deslocação presidencial enquadrou-se no acompanhamento directo da implementação do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE), abrangendo os distritos de Mecanhelas, Mandimba, Muembe e Mavago, além da capital provincial.
Segundo Daniel Chapo, a visita permitiu avaliar no terreno a execução de programas governamentais nas áreas administrativa, económica e social, com enfoque no reforço da independência económica nacional e melhoria das condições de vida das populações.
O estadista destacou que a governação de proximidade continua a ser uma prioridade do Executivo, por permitir maior interacção entre os dirigentes e as comunidades locais.
Paz, segurança e unidade nacional
Durante os encontros mantidos ao longo da visita, o Presidente enalteceu o espírito patriótico das populações de Niassa, sublinhando o compromisso da província com a preservação da paz, reconciliação nacional e estabilidade social.
Segundo o Chefe do Estado, os cidadãos da região demonstraram vontade de continuar a trabalhar, produzir e contribuir activamente para o crescimento económico do país.
“A população deseja paz e segurança para trabalhar, produzir e contribuir para o desenvolvimento do país”, afirmou.
Água potável e justiça mais próxima das populações
Como parte das realizações anunciadas durante a visita, Daniel Chapo inaugurou sistemas de abastecimento de água nos distritos de Mandimba e Mavago, infraestruturas consideradas fundamentais para reduzir as dificuldades enfrentadas pelas comunidades no acesso à água potável.
O Presidente destacou o impacto social directo destas obras, sobretudo para mulheres e raparigas que percorrem longas distâncias diariamente em busca de água.
No sector da justiça, o Chefe do Estado inaugurou igualmente o Tribunal Judicial Distrital de Muembe, iniciativa apresentada como um reforço do Estado de direito democrático e da aproximação dos serviços judiciais às populações.
Niassa projectado como capital agrícola de Moçambique
No domínio económico, Daniel Chapo reafirmou a ambição do Governo de transformar o Niassa na principal referência agrícola nacional, apostando no aumento da produção e na atracção de investimentos para os sectores agrícola e agro-industrial.
O Presidente incentivou igualmente o fortalecimento da produção familiar e das hortas caseiras, defendendo estas iniciativas como mecanismos importantes para garantir segurança alimentar e minimizar os efeitos da subida dos preços dos combustíveis.
O estadista anunciou ainda novos investimentos para os próximos meses, incluindo o arranque da construção do hospital distrital de Mecanhelas ainda este ano, respondendo às necessidades do distrito mais populoso da província.
Presidente alerta contra desinformação
Outro ponto abordado durante a visita foi o combate à desinformação. Daniel Chapo condenou rumores considerados perigosos para a estabilidade social, incluindo informações falsas relacionadas com alegados desaparecimentos ou atrofiamentos de órgãos genitais por contacto físico.
O Presidente apelou aos órgãos de comunicação social para reforçarem o trabalho de esclarecimento público e educação comunitária.
“Falar menos e trabalhar mais”
Ao encerrar a missão presidencial, Daniel Chapo considerou o balanço da visita altamente positivo, defendendo que o contacto directo com as populações permite compreender melhor os desafios e potencialidades da província.
Numa mensagem dirigida às estruturas governativas e à sociedade, o Chefe do Estado resumiu a sua postura executiva:
“Vamos continuar a falar menos, trabalhar mais e deixar os resultados falarem.”
O governante reiterou que o desenvolvimento sustentável de Moçambique depende da união nacional, da estabilidade social e do fortalecimento das capacidades produtivas das províncias.







