O extremo, de 24 anos, rompeu o ligamento cruzado anterior, em julho do ano passado, e só voltou à competição em abril.
O mister, Hugo Oliveira, foi convidado a lembrar desse momento: “Vivemos aquilo com tristeza. A tristeza de sentir que perdemos, naquele momento, um dos nossos. Perceber que um atleta, um homem, um profissional de futebol que vinha em um dos melhores momentos de sua carreira, de uma temporada fantástica – o melhor driblador da liga [2024/25]um jogador capital em nosso projeto e em nosso time, e acima de tudo um ser humano que todos nós gostamos muito – naquele momento onde tudo nasce, na pré-temporada, cair daquele jeito e se machucar com uma lesão que o tiraria dos gramados por muito tempo, deixou todos nós muito tristes.»
Mas o espanhol ex-Real Madrid se manteve rígido e afirmou, de cara, que ia ser «a melhor recuperação que o Famalicão teve». A revelação foi feita por André Ferreira, do departamento de performance: «Ele sempre dizia: ‘Vou ser a melhor recuperação que o Famalicão teve’. Tinha uma postura muito positiva.»
«Para mim o mundo não desabou. Desabou para a minha mulher, para o meu pai, mas eu sentia que tinha de estar forte nesse momento. Sou das pessoas que pensa que as coisas acontecem por alguma razão. E eu acho que aconteceu por alguma razão», confessou Óscar Aranda.
O mister, por seu turno, enalteceu a mentalidade e capacidade do seu jogador de «transformar a tristeza em energia», sublinhando que isso o tornou «mais próximo» da equipa, conseguindo «ajudar o grupo em alguns momentos até emocionais, com a sua experiência, visão do jogo e sensibilidade». Com isso, destaca o técnico, o seu conjunto de atletas, «transformou o momento duro num momento de futuro», naquele que descreve como «um dos pontos fortes da época».
Mesmo estando lesionado, os minhotos propuseram-lhe a renovação de contrato e o avançado agradeceu: «Foi uma demonstração de confiança do clube e eu estou muito grato pela forma como me tratam no dia a dia e como fui tratado nesta época que foi difícil para mim.»
Aranda voltou aos gramados, a 15 minutos do fim do encontro com o Moreirense, no dia 10 de abril. «Aí, lembrei de todos os momentos que passei e achei que tudo valeu a pena, que graças a tudo que fiz, pude voltar», disse o craque, lembrando aquele que, aliás, foi seu único jogo nesta temporada.
«Estou grato pela forma como me receberam na apresentação, pelo apoio que recebi pelas redes sociais quando aconteceu e durante o processo. Quando voltei ao campo, deixaram-me no coração um momento muito bonito», acrescentou.
«Foi um momento de muita felicidade para nós. A mim, obviamente treinador, custou-me muito não ter um ativo como o Óscar na equipa, mas custou-me muito mais não ver a felicidade dele dentro do campo. Foi uma época dura para ele, foi uma época difícil, mas foi o alicerce para o futuro dele. Será agora um jogador, na minha opinião, com um grau de maturidade ainda maior. E temos de dizer nós, grupo: obrigado ao Óscar por ter estado sempre connosco nos seus momentos mais difíceis», finalizou o técnico famalicense.
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