Vicente, que era coordenador político da Anamola na cidade de Chimoio, província central de Manica, foi morto a tiro no sábado por agressores ainda desconhecidos, após sair de uma reunião política. A vítima morreu a caminho do Hospital Provincial de Chimoio.
A Polícia Moçambicana (PRM) abriu uma investigação e encaminhou o caso à Procuradoria-Geral da República (PGR) para posterior investigação.
Segundo Mondlane, falando através do seu canal no Facebook, apelou aos seus apoiantes e membros da Anamola para usarem roupa preta durante o período de luto, que decorre de terça a quinta-feira.
“Apelamos a três dias de luto nacional. Durante este período, incentivamos o uso de roupa preta. Estou aqui com roupa preta. A sede da Anamola, em todo o país, estará de luto. Os nossos membros, apoiantes – todos aqueles que concordam com o nosso protesto – estarão usando roupa preta”, disse.
Mondlane – como se retomasse as manifestações pós-eleitorais de 2024 – também pediu aos membros e apoiantes políticos que permanecessem em silêncio durante um minuto a partir das 13 horas de terça-feira. “Todas as pessoas que refutam o silenciamento das vozes críticas do sistema devem permanecer em silêncio por um minuto para que possamos refletir sobre a situação do nosso país”, disse.
O dirigente denunciou também o alegado assassinato de 56 membros e apoiantes da Anamola em diversas regiões do país. Explicou que o protesto não visa promover manifestações de rua, mas sim uma ação “pacífica e silenciosa” em homenagem às vítimas da violência política no país.
“No total, contamos agora com 56 membros da Anamola brutalmente assassinados pelas Forças de Defesa e Segurança (FDS) moçambicanas. Relativamente a casos de violência que vão desde agressões e incêndios de casas a outro tipo de situações, registámos 436 casos dentro do partido Anamola”, disse.
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