Medidas para atrair novos investimentos cruciais…

Maputo, 5 Mai (AIM) – O ministro da Economia de Moçambique, Basílio Muhate, acredita que medidas concretas focadas no estabelecimento de acordos e parcerias para atrair novos investimentos são cruciais para o desenvolvimento do sector empresarial do país.

Segundo Muhate, falando segunda-feira, em Maputo, numa cerimónia destinada a avaliar os preparativos para a 61ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM), a presença empresarial orientada para resultados concretos deve também ser crucial para gerar negócios e consolidar parcerias estratégicas.

“Uma feira sem acordos assinados não é uma feira, uma feira sem o estabelecimento de parcerias não é uma feira. A FACIM é uma feira anual, multissectorial, que reúne num único espaço todos os sectores económicos à escala nacional e internacional”, afirmou.

O ministro explicou que a edição deste ano, que decorrerá sob o lema “Transformação Digital e Energética Rumo a uma Economia Sustentável”, está alinhada com as tendências globais e as actuais prioridades de desenvolvimento económico, apostando numa articulação mais eficaz entre os sectores público e privado.

“O evento continua a afirmar-se como uma plataforma estratégica para promover as exportações, atrair investimento e fortalecer a integração económica de Moçambique nos mercados regionais e internacionais”, disse.

A cerca de quatro meses da feira, o ministro partilhou as acções em curso com o sector privado e reiterou a necessidade de consolidar a FACIM como espaço privilegiado de convergência de interesses económicos, de inovação empresarial e de estabelecimento de parcerias estruturantes.

Muhate manifestou ainda a expectativa de que a nova abordagem do evento, marcada por um maior protagonismo do sector privado e uma maior aposta em resultados mensuráveis, traga um novo dinamismo à feira. “Esperamos que a nova abordagem, com foco nos resultados e na liderança do setor privado, traga mais dinamismo ao evento”, disse.

Por sua vez, Amâncio Gume, vice-presidente da Confederação das Associações Empresariais (CTA) do país, a FACIM é uma plataforma consolidada de promoção empresarial, investimento e integração económica.

No entanto, disse ele, o país enfrenta desafios persistentes relacionados com limitações no acesso a moeda estrangeira (particularmente dólares), dificuldades de financiamento, elevados custos operacionais e problemas no abastecimento de combustível.
“Estes factores condicionam a competitividade das empresas nacionais”, disse.

(MIRAR)
PC/anúncio/

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