O recente reajuste dos salários mínimos em Moçambique, fixado entre 3% e 9% consoante os sectores de actividade, voltou a colocar em evidência a relação entre rendimento, custo de vida e capacidade de consumo das famílias.
O analista Salomão Moyana classificou o aumento como “muito modesto”, sublinhando a diferença entre os novos valores e as necessidades básicas das famílias moçambicanas.
Segundo dados referidos por centrais sindicais, o custo da cesta básica situa-se em cerca de 52 mil meticais. Em contraste, em alguns sectores os aumentos salariais não ultrapassam os 250 meticais, o que mantém a pressão sobre o rendimento disponível dos trabalhadores.
Moyana referiu ainda que os salários reflectem o desempenho da economia nacional. Nesse contexto, observou que a ausência de crescimento económico robusto e de ganhos significativos de produtividade limita a margem para aumentos mais expressivos.






