A Área Metropolitana abrange Maputo, a cidade adjacente da Matola e os distritos vizinhos de Boane e Marracuene.
A expectativa é que os ônibus beneficiem diretamente cerca de 2,8 milhões de pessoas.
Segundo o Presidente, a medida visa reforçar a frota de forma a evitar a duplicação de tarifas e aliviar os encargos dos cidadãos.
Chapo garantiu ainda que o governo vai subsidiar as tarifas dos estudantes para “garantir que os jovens cheguem à escola com custos reduzidos e com maior segurança”.
“O objetivo é garantir que os passageiros saibam que, ao embarcarem nos autocarros, não terão de desembarcar a meio do caminho para apanhar outro veículo, o que significa que acabou o sofrimento com tarifas duplas”, disse.
Segundo Chapo, o transporte digno é crucial para o desenvolvimento económico e a inclusão social. “Queremos que estes autocarros sejam pontes de oportunidades. Queremos que as pessoas se arrumem em casa, saiam em perfeito estado, com boa aparência. Significa que devem ser transportados com dignidade”, afirmou.
Estes autocarros são entregues num momento em que o país enfrenta uma tremenda crise nos transportes públicos devido ao aumento dos preços dos combustíveis. Desde o anúncio dos novos preços dos combustíveis, os motoristas do minibus-táxi (coloquialmente conhecido como chapa) têm protestado, exigindo um aumento da tarifa.
O protesto levou a um boicote ao transporte de pessoas e mercadorias, obrigando os passageiros a percorrer longas distâncias a pé.
Os novos preços dos combustíveis, que entraram em vigor a partir de quinta-feira, agravaram as dificuldades do país no abastecimento de combustíveis, com postos encerrados e filas generalizadas, bem como limites à compra de gasóleo ou gasolina e redução da oferta de transportes.
O governo, através do Ministério dos Transportes e Logística, anunciou que os proprietários de miniautocarros em todas as capitais provinciais receberão subsídios mensais de cerca de 35 mil meticais (500 dólares americanos ao câmbio actual) para mitigar os custos causados pelo aumento dos preços dos combustíveis.
No entanto, Castigo Nhamane, presidente da Federação dos Transportes Rodoviários do país (FEMATRO), acredita que a proposta do governo não resolve todos os problemas dos transportadores. “É impossível satisfazer a 100 por cento o sector, mas esta foi a solução encontrada”, disse.
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