Os terroristas também incendiaram uma histórica Igreja Católica, na freguesia de São Luís de Montfort.
Segundo o bispo de Pemba, Dom António Juliasse, as infra-estruturas da igreja foram completamente destruídas e “este episódio é mais um golpe significativo contra a presença religiosa no norte de Moçambique”.
Testemunhas, citadas pelo jornal independente “Carta de Moçambique”, afirmaram que a incursão começou por volta das 15h00, levada a cabo por um grupo que tinha sido avistado no início desse dia nos campos da aldeia de Muaja, situada ao longo da Estrada Nacional número 14.
“Durante a incursão, vários civis foram capturados e obrigados a ouvir discursos de ódio. A paróquia em questão contava com missionários camaroneses, que não estavam presentes no momento da invasão”, disse uma fonte.
Segundo relatos, uma parcela significativa da população teve que se refugiar no mato, e dias depois teve que se mudar para as localidades de Nanjua, Ancuabe-Sede, no distrito de Montepuez.
A Diocese de Pemba aponta que mais de 300 católicos foram mortos desde o início dos ataques terroristas em Outubro de 2017, e pelo menos 117 igrejas e capelas foram destruídas em Cabo Delgado.
De acordo com um relatório do projecto independente de registo de conflitos ACLED (Armed Conflict Location and Event Data Project), a actividade terrorista tendeu a intensificar-se no passado mês de Abril, especialmente nas aldeias dos distritos de Macomia (Litandacua) e Muidumbe (Miangaleua).
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