Recentemente, a Autoridade Reguladora de Energia do país (ARENE) anunciou um aumento dos preços dos principais combustíveis líquidos em até 45,5 por cento. Os novos preços entraram em vigor a partir de quinta-feira, agravando as dificuldades do país no abastecimento de combustíveis, com postos encerrados e filas generalizadas, bem como limites à compra de gasóleo ou gasolina e redução da oferta de transportes.
Segundo Chapo, que falava num comício no distrito de Mágoè, província de Tete, centro de Moçambique, os autocarros serão entregues na segunda-feira para mitigar a crise na cidade e província de Maputo.
Para reduzir a crise dos combustíveis, o Presidente disse ainda que o país vai lançar projectos de gás veicular, bem como aumentar a capacidade nacional de armazenamento.
“A questão dos preços dos combustíveis não é exclusiva de Moçambique; é uma questão global, tal como a Covid-19. O país conseguiu amortecer parte do impacto graças às reservas estratégicas mantidas nos seus portos nacionais, embora a guerra em curso [US-Israel war against Iran] exige mais medidas de contenção”, disse.
“Com a guerra naquela zona e a destruição das refinarias, o mundo já não tem a mesma quantidade de combustível que tinha há dois meses”, acrescentou.
Cerca de 80 por cento das importações de combustíveis de Moçambique passam por rotas ligadas ao Estreito de Ormuz, o que significa que o impacto da guerra no Médio Oriente é potencialmente desastroso para a economia do país.
“Vamos entregar mais de 200 autocarros para servir a população, facilitar o transporte e minimizar o impacto desta crise. Chegou a hora do nosso gás servir a população, por isso vamos lançar este ano projectos de gás veicular, inicialmente em Inhambane”, disse.
“Estamos a tomar diversas medidas para minimizar o impacto do aumento dos preços dos combustíveis na vida do nosso povo”, acrescentou.
O governo também admitiu que a crise dos combustíveis no país está relacionada com a escassez de divisas (especialmente dólares americanos), o que significa que “o combustível não está a chegar dos portos às bombas de combustível porque as empresas proprietárias das bombas estão a enfrentar problemas de tesouraria”.
(MIRAR)
NL/Anúncio/
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