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Chapo reforça condenação contra boatos…

Maputo, 8 Mai (AIM) – O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, condenou quinta-feira os rumores que alegam que feiticeiros misteriosos roubaram ou encolheram o pénis das suas vítimas, alertando que tal desinformação semeia medo e violência entre os moçambicanos.

Os rumores surgiram pela primeira vez no dia 18 de Abril, na província nortenha de Cabo Delgado. Esta foi a província mais afectada, mas a desinformação também se espalhou para Niassa, Nampula, Zambézia e Sofala.

Segundo as autoridades, estes rumores já conduziram a motins em que mais de 30 pessoas foram mortas e outras 74 ficaram feridas.

Segundo Chapo, falando num comício no distrito de Mágoè, província de Tete, centro de Moçambique, os responsáveis ​​por estes rumores devem ser entregues à polícia porque muitas pessoas foram mortas injustamente.
“Devemos preservar a paz, a unidade nacional e a reconciliação entre os moçambicanos. Não devemos permitir que a violência associada à propagação de boatos nos arruíne. Não ao ódio, não à inveja, não à violência”, disse.

Durante a sua visita de trabalho a Tete, o Presidente também inaugurou o Tribunal Distrital de Mágoè e prometeu que “o governo continuará a mobilizar recursos para responder às preocupações levantadas pelo público”.

“Hoje temos um tribunal. Amanhã teremos um hospital distrital em Mágoè”, disse.

Chapo explicou ainda que o aumento dos preços dos combustíveis resulta da situação internacional e dos conflitos nas regiões produtoras de petróleo. “O problema dos combustíveis não é só de Moçambique, é de todo o mundo”, disse.

O aumento dos preços dos principais combustíveis líquidos atinge os 45,5 por cento, e começou a vigorar a partir de quinta-feira.

“As práticas especulativas no mercado devem ser denunciadas e a população deve evitar o mercado paralelo. É melhor comprar 100 meticais (15,00 dólares americanos ao câmbio actual) por litro nas bombas do que comprar 400 ou 500 meticais no mercado negro”, declarou.

Confrontado com o aumento do custo de vida, Chapo defendeu o aumento da produção nacional como resposta estrutural. “Temos que produzir mais arroz, mais milho, mais mandioca, mais peixe, mais feijão, mais cebola e mais couve”, disse.

(MIRAR)

NL/Anúncio/

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