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Rumores sobre o encolhimento do pênis levaram a…

Maputo, 3 Mai (AIM) – A onda de desinformação alegando que feiticeiros misteriosos roubaram ou encolheram o pénis das suas vítimas levou a motins em que 39 pessoas foram mortas e outras 74 feridas, segundo o ministro do Interior moçambicano, Paulo Chachine.

Falando sexta-feira, na abertura do ano lectivo de 2026 na Escola de Sargentos da Polícia (ESAPOL) em Metuchira, província central de Sofala, Chachine disse que 132 pessoas foram detidas pelo seu envolvimento nos tumultos e linchamentos.

O Ministro descreveu a situação como “deplorável” e alertou que os rumores estão a espalhar pânico, desconfiança e violência, com graves consequências humanas e sociais.

Chachine disse que o boato apareceu pela primeira vez em 18 de abril, na província de Cabo Delgado, no norte do país. Esta foi a província mais afectada, mas a desinformação também se espalhou para Niassa, Nampula, Zambézia e Sofala.

A afirmação básica feita por aqueles que espalham o boato é que existem pessoas que têm o poder de fazer o pênis desaparecer ou encolher. Essas “bruxas” afetam suas vítimas através de um aperto de mão ou tocando-lhes no ombro.

Não há provas destas afirmações fantásticas, mas um toque inocente, num autocarro lotado, por exemplo, pode levar a alegações de feitiçaria e a ataques assassinos.

Chachine apelou à unidade nacional para bloquear a propagação de rumores e evitar novos ataques. “Devemos nos unir contra este mal”, disse o Ministro. “Se prevalecer, pode pôr em perigo a nossa harmonia social”.

Citado no diário independente “O Pais”, Chacine sublinhou que o fenómeno das “bruxas” que fazem encolher o pénis dos homens, simplesmente não existe.

O objetivo do boato, disse ele, era “desviar a população do trabalho produtivo e criar focos de instabilidade social”.

“Muitas vidas inocentes estão sendo perdidas por causa de algo que não existe”, exclamou.

Chachine instou a polícia a intensificar a vigilância e a abortar qualquer tentativa de espalhar desinformação que possa provocar desordem pública. Os membros do público, acrescentou, também deveriam denunciar qualquer coisa que possa ameaçar a paz social.
(MIRAR)
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